Mensajes de TORREBLASCOPEDRO - Jaén
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edelgado
Fecha: 04/05/2011
Hora: 14:54
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Controversia
Respuesta al mensaje, enviado el 26/04/2011 a las 20:01 por torrente:

http://cvc. cervantes. es/literatura/cauce/pdf/cauce1 8-19/cauce18-19_41. pdf

prueba

edelgado
Fecha: 04/05/2011
Hora: 15:03
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Comentario libros

http://cvc. cervantes. es/literatura/cauce/pdf/cauce1 8-19/cauce18-19_41. pdf

.

edelgado
Fecha: 04/05/2011
Hora: 15:20
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Nuevo intento por partes-1

APUNTES SOBRE EL ESTILO Y LA LENGUA DE FRANCISCO
CASAS EN LA NOVELA OCHO DE ENERO
PURIFICACIÓN ALCALÁ ARÉVALO
Universidad de Sevilla
RESUMEN
En este trabajo nos proponemos realizar un análisis estilístico de la novela
Ocho de enero en dos aspectos íntimamente unidos. En primer lugar, como una
estructura compuesta por un conjunto de elementos solidarios: realidad representada,
autor-narrador, lector y recursos técnicos. En segundo lugar, como obra
inmersa en unas determinadas circunstancias: época, género, fuentes y movimiento
literario. Como consecuencia de dicho análisis obtenemos no sólo el
sentido de la obra, sino también su valoración e inclusión en la historia de la
literatura.
PALABRAS CLAVE
Estilística, estructura, realidad representada, recursos técnicos, figuras literarias.
ABSTRACT
The aim of this article is to make a stylistic analysis of the novel Ocho de
Enero in terms of t w o aspects what are extremely united. On the first hand, the
analysis will focus on the structure as it is made up of unified elements: the
representated reality, writter-narrator, reader and technical resources. On the
other hand, as a piece of work marked by specific circunstances: era, genre,
sources, and literary movement. As a consequence of this analysis, not only we
understand the novel, but we obtain an evaluation of it and its inclusion in the
history Literature.
CAUCE. Revista de FUcAogia y su Didaclica, n° 18-19, 1995-96 / pdgs. 675-688
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PURIFICACIÓN ALCALÁ ARÉVALO
K E Y WORDS
Stylistics, structure, represented reality, technical resources, literary figures.
RÉSUMÉ
Dans ce travail, nous nous proposons de faire une analyse stylistique du
roman Ocho de enero sous deux aspects intimement reliés. D'abord, comme une
structure composée par u n ensemble d'éléments solidaires: réalité représentée,
auteur-narrateur, lecteurs et recours techniques. Ensuite comme une oeuvre
plongée dans des circonstances déterminées-, époque, genre, sources, et mouvements
littéraires. En conséquence de ladite analyse nous en tirons, non seulement
le sens de l'oenvre, mais aussi sa valoration et son entré dans l'histoire
de la littérature.
MOTS-CLÉ
Stylistique, structure, réalité représentée, recours techniques, figures littéraires.
0. INTRODUCCIÓN
La m o t i v a c i ó n f u n d a m e n t a l q u e n o s h a i m p u l s a d o a la r e a l i z a c i ón
d e l p r e s e n t e e s t u d i o, e n c u a d r a d o e n la Estilística, es p a r t i c i p a r e n el
h o m e n a j e q u e la r e v i s t a Cauce realiza a A m a d o A l o n s o, p u e s c o n e s te
a r t í c u l o p o d e m o s h a c e r e x p l í c i t o n u e s t r o a g r a d e c i m i e n t o al m a e s t r o p or
s u i n e s t i m a b l e c o n t r i b u c i ó n a la p r o f u n d i z a c i ó n d e los e s t u d i o s estilístic
o s, ya q u e s u s t e o r í a s c o n s t i t u y e n u n p u e n t e d e u n i ó n e n t r e la e s t i l í s t i c
a d e la l e n g u a d e Bally y la e s t i l í s t i c a i d e a l i s t a 1.
1. El pensamiento de Amado Alonso sobre la estilística está recogido en dos artículos
teóricos de gran importancia: «La interpretación estilística de los textos literarios»
en 1942 y «Carta a Alfonso Reyes sobre la estilística». Ambos trabajos están en la recopilación
de artículos titulados Materia y forma en poesía Gredos, Madrid 1965. Otro estudio
completo de Amado Alonso es el titulado Poesía y estilo de Pablo Neruda, Losada,
B. Aires, 1940.
6 76
APUNTES SOBRE EL ESTILO Y LA LENGUA DE FRANCISCO CASAS EN LA NOVELA
La e s t i l í s t i c a d e A. A l o n s o s e c o n s i d e r a i n t e g r a d o r a e n t a n t o e n c u a n t
o n o o l v i d a la e s t i l í s t i c a d e la l e n g u a c o m o f a s e p r e v i a a la e s t i l í s t i c a de
la o b r a, y p o r t e n e r e n c u e n t a la o b r a n o s ó l o c o m o a c t i v i d a d c r e a d o r a,
s i n o t a m b i é n c o m o p r o d u c t o c o n s u s e l e m e n t o s.
Su c o n c e p c i ó n d e la e s t i l í s t i c a e s t á p e r f e c t a m e n t e r e s u m i d a e n el
p á r r a f o final d e la Carta a Alfonso Reyes q u e t r a n s c r i b i m o s p o r s u i n t e r
é s:
«La estilística estudia el sistema e x p r e s i v o e n t e r o e n su funcionamiento y
si u n a estilística q u e n o se o c u p a del lado idiomàtico es incompleta, una
q u e quiera llenar sus fines o c u p á n d o s e solamente del l a d o idiomàtico es
inadmisible, p o r q u e la forma idiomàtica de una obra o de u n autor no
t i e n e significación si n o es por su relación con la construcción entera y
c o n el juego cualitativo d e sus contenidos»2.
I. ANÁLISIS D E L A N O V E L A O C H O D E ENERO
U n a v e z s i t u a d o A. A l o n s o e n la h i s t o r i a d e la Estilística, p a s a m o s a

edelgado
Fecha: 04/05/2011
Hora: 15:21
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Nuevo intento por partes-2

c o n t i n u a c i ó n al a n á l i s i s d e la n o v e l a Ocho de Enero, objeto d e l p r e s e n t
e a r t í c u l o?.
C o m p a r t i m o s la o p i n i ó n d e q u e la o b r a l i t e r a r i a es u n a e s t r u c t u ra
c o m p u e s t a p o r v a r i o s e l e m e n t o s s o l i d a r i o s e n t r e sí: el n a r r a d o r, el l e c t o r,
la r e a l i d a d r e p r e s e n t a d a y l o s r e c u r s o s t é c n i c o s. En f u n c i ó n d e e s t a c o n c
e p c i ó n y p a r a el a n á l i s i s d e la n o v e l a q u e n o s o c u p a e n e s t e a r t í c u l o,
c o n s i d e r a r e m o s c a d a u n o d e e s t o s e l e m e n t o s d e n t r o d e s u s i s t e m a, p u es
el v a l o r d e c a d a u n o d e e l l o s d e p e n d e d e la r e l a c i ó n q u e t e n g a c o n los
d e m á s y c o n el c o n j u n t o del q u e f o r m a n p a r t e. La v a l o r a c i ó n q u e le
d e m o s a la o b r a e s t a r á e n f u n c i ó n d e la p e r f e c t a i n t e r r e l a c i ó n d e los
c o m p o n e n t e s u t i l i z a d o s. Si el a u t o r c o n s i g u e q u e t o d o s l a s p a r t e s e m p l e a
d a s e n la e s t r u c t u r a d e la o b r a p o t e n c i e n la i n t e n c i ó n q u e t u v o al e s c r i b
i r l a, e s t o e s, el s e n t i d o d e la n o v e l a, la v a l o r a c i ó n s e r á alta, c o m o s e rá
el c a s o d e la n o v e l a Ocho de enero.
U n a v e z r e a l i z a d o el a n á l i s i s d e la o b r a e n sí m i s m a, c o m o u na
e s t r u c t u r a o c o n j u n t o c e r r a d o, c o m p l e t a r e m o s el e s t u d i o c o n el a n á l i s is
d e l o s d a t o s e x t e r n o s: la o b r a y s u c i r c u n s t a n c i a: el a u t o r, el g é n e r o, el
2. Amado Alonso, «Carta a Alfonso Reyes>, pág. 86.
3. Francisco Casas; Ocho de Enero, Alfar, 1994
6 77
PURIFICACIÓN ALCALÁ ARÉVALO
m o v i m i e n t o l i t e r a r i o e n q u e s e e n c u a d r a, e t c. La o b r a e s u n a u n i d a d en
c u y o c e n t r o e s t á el a u t o r.
Ocho de enero es u n a n o v e l a e s c r i t a p o r F r a n c i s c o C a s a s D e l g a d o,
p u b l i c a d a p o r Alfar e n 1994. Ha s i d o finalista del P r e m i o P l a n e t a de
n o v e l a 1993 y d e l P r e m i o A n d a l u c í a 1994.
C o m e n z a r e m o s n u e s t r o a n á l i s i s c o n la c o n s i d e r a c i ó n d e la R e a l i d ad
R e p r e s e n t a d a o m u n d o r e c r e a d o p o r el a u t o r: p e r s o n a j e s, h e c h o s, lugar
e s, é p o c a, etc, q u e s i e n d o r e a l e s o f a n t á s t i c o s s i e m p r e c o n s t i t u i r á n u na
n u e v a r e a l i d a d c o n v i d a p r o p i a. P r e c i s a m e n t e, la r e a c c i ó n e n c r e s p a d a de
a l g u n o s l e c t o r e s d e la z o n a e n q u e se s i t ú a la h i s t o r i a c o n t a d a c o n r e s p
e c t o a los h e c h o s n a r r a d o s e n la n o v e l a, e n los q u e e l l o s h a n v i s to
r e t r a t a d a s s u s v i d a s, h a s i d o c o m e n t a d a r e c i e n t e m e n t e p o r l o s m e d i o s de
c o m u n i c a c i ó n (t e l e v i s i ó n, r a d i o y p r e n s a) c o m o u n a a g r e s i ó n a la l i b e r t
a d d e e x p r e s i ó n y p o r e l l o h a n s a l i d o e n d e f e n s a d e la r e c r e a c i ó n s u b j
e t i v a y p e r s o n a l q u e la l i t e r a t u r a h a c e d e l m u n d o real.
El r e s u m e n a r g u m e n t a l d e Ocho de enero es el s i g u i e n t e: u n h o m b
r e, q u e s e l l a m a a sí m i s m o e m i g r a n t e d e b i d o a la p o s i b i l i d a d q u e t u vo
e n s u j u v e n t u d d e a c c e d e r a la U n i v e r s i d a d g r a c i a s a u n a b e c a, l l e g a ya
a n o c h e c i d o a u n p u e b l o d e J a é n, d e n o m b r e ficticio -Virimar- q u e e s u na
a l d e a p e r d i d a e n t r e l o s o l i v a r e s. Es la é p o c a d e la r e c o l e c c i ó n d e la a c e i t
u n a y él v a a la m i s m a e n s u s f i n c a s, c o m o t o d o s l o s a ñ o s d e s d e q u e es
p r o p i e t a r i o, ya q u e ha i d o c o m p r a n d o t i e r r a s c o n el a h o r r o d e l a r g os
a ñ o s d e t r a b a j o lejos d e su p u e b l o, p u e b l o e n el q u e s e s i e n t e i n c a r d i -
n a d o y e n el q u e r e c o n o c e s u s r a í c e s a p e s a r d e vivir lejos.
M i e n t r a s s e a c e r c a a la a l d e a, va r e c o n o c i e n d o l o s c a m i n o s, l o s cortijos,
los á r b o l e s, las p i e d r a s..., t o d o lo q u e s o n s u s r e c u e r d o s y q u e le
s a l e n al p a s o e n c a d a r e c o d o d e l c a m i n o.
C u a n d o l l e g a a c a s a, s e a c u e s t a, p e r o n o c o n s i g u e d o r m i r. La v o z del
r e c u e r d o, m a c h a c o n a, r e v i v e p a r a él h e c h o s, c o p l a s, p e r s o n a s, h i s t o r i as
d e s u g e n t e y, s o b r e t o d o, las v i v e n c i a s d e h o m b r e s y m u j e r e s q u e p e r t
e n e c e n a u n a s o c i e d a d rural e n la q u e la v i d a es, m u c h a s v e c e s, un
d r a m a d u r o y d e s g a r r a d o.
El h o m b r e se l e v a n t a, s e v i s t e y r e c o r r e el p u e b l o d e m a d r u g a d a.
Visita la t a b e r n a, t o d a v í a a b i e r t a, d o n d e e n c u e n t r a a u n v i e j o a m i g o, c on
q u i é n a ñ o r a n d o los t i e m p o s d e j u v e n t u d c o n v e r s a s o b r e el s e n t i d o d e la
v i d a, la e v o l u c i ó n d e las p e r s o n a s y la s o c i e d a d a c t u a l.
V u e l v e a c a s a, d u e r m e u n r a t o y a la m a ñ a n a s i g u i e n t e s e r e ú n e c on
s u c u a d r i l l a d e a c e i t u n e r o s p a r a ir a r e c o g e r la a c e i t u n a. Los s e n t i m i e n t
o s d e los o b r e r o s, las d e s c r i p c i o n e s del c a m p o, las c o n v e r s a c i o n e s de
c u a d r i l l a, la r e a l i d a d s o c i a l e n el c a m p o a n d a l u z, l o s t e m a s d e a c t u a l i d ad
6 78
APUNTES SOBRE EL ESTILO Y LA LENGUA DE FRANCISCO CASAS EN LA NOVELA
- e l e c c i o n e s, p a r o o b r e r o, c o r r u p c i ó n -, las c o n s e c u e n c i a s d e la m e c a n i z
a c i ó n e n el c a m p o y m u c h o s o t r o s a s p e c t o s q u e c o n c i e r n e n al p u e b lo
s o n a n a l i z a d o s p o r e s t e p e r s o n a j e q u e e x p r e s a, a su v e z, el s e n t i r del
v e r d a d e r o p r o t a g o n i s t a d e la o b r a, q u e es el p u e b l o a n d a l u z.
D e s p u é s d e t o d o el d í a e n el c a m p o, el h o m b r e v u e l v e a c a s a y en
la s o l e d a d, m i e n t r a s l e e y e s c u c h a m ú s i c a, r e f l e x i o n a y le p a r e c e q u e los
r e c u e r d o s n e g r o s s e v a n e s f u m a n d o p a r a p a s a r a r e d i m i r a s u p u e b l o, a

edelgado
Fecha: 04/05/2011
Hora: 15:22
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Marcar como ofensivo
Nuevo intento por partes-3

s u g e n t e, q u e c o n v e r t i d a e n «nubes d e p a l o m a s s o b r e las c a s a s d e t o d os
a q u e l l o s a los q u e ha c o n o c i d o, a h o r a t i e n e n la c a r a h e r m o s a c o mo
n i ñ o s » 4.
La h i s t o r i a n o es l i n e a l, p u e s el n a r r a d o r e n c a d a c a p í t u l o relata
a n é c d o t a s d e l o s p e r s o n a j e s del p u e b l o c o n e s c a s a r e l a c i ó n e n t r e sí, p e ro
c u y o c o n j u n t o, u n i d o a s u s r e f l e x i o n e s y r e c u e r d o s, c o n s t i t u y e n la h i s t
o r i a d e la n o v e l a.
En la n o v e l a c o n v i v e n, a l t e r n á n d o s e, p o r u n a l a d o, l a s d i f e r e n t e s h i s t
o r i a s d e los p e r s o n a j e s, c o m o p e q u e ñ a s n a r r a c i o n e s c o m p l e t a s e n sí
m i s m a s y t r a í d a s a la n a r r a c i ó n c o m o r e c u e r d o s q u e el n a r r a d o r t i e n e de
s u p u e b l o, y p o r o t r o l a d o, las r e f l e x i o n e s del p e r s o n a j e - n a r r a d o r surgid
a s al h i l o d e e s o s r e c u e r d o s.
Hay, p u e s, d o s f o c o s d e a t e n c i ó n e n la n o v e l a: p o r u n a p a r t e, la
m i r a d a h a c i a el e x t e r i o r, h a c i a el p u e b l o, m i r a d a q u e d a p i e, a s u v e z, a
o t r a i n t r o s p e c t i v a, i n t i m i s t a q u e b u c e a e n el p a s a d o y p r e s e n t e d e l p e r s
o n a j e. Lo q u e, a p a r e n t e m e n t e, es u n a e v o c a c i ó n e x t e r n a, se c o n v i e r te
e n u n a c a t a r s i s p e r s o n a l.
La u n i d a d d e la o b r a s e c o n s i g u e c o n la v i s i ó n d e l n a r r a d o r. Es el
m i s m o p e r s o n a j e el q u e u n e los d i s t i n t o s e l e m e n t o s e n t r e sí, p u e s t o do
e s t á v i s t o y n a r r a d o d e s d e u n m i s m o p r i m a: su «yo».
P o r el r e l i e v e h a y p e r s o n a j e s p r i n c i p a l e s y s e c u n d a r i o s. El n a r r a d or
p a r t i c i p a e n la o b r a c o m o p e r s o n a j e p r i n c i p a l q u e s i r v e d e h i l o c o n d u c tor,
ya q u e es s u r e c u e r d o el q u e r e c r e a la v i d a d e l o s d e m á s p e r s o n a j
e s.
D e n t r o d e los p e r s o n a j e s h a y u n a j e r a r q u í a. D e u n o s s ó l o s e c u e n ta
s u h i s t o r i a b r e v e m e n t e, n o c o n o c i e n d o de ellos el l e c t o r s u s p e n s a m
i e n t o s; d e o t r o s, e n c a m b i o, c o n o c e m o s l o q u e p i e n s a n, p u e s el n a r r a d
o r n o s ó l o l e s d a la v o z e n o c a s i o n e s p a r a d i a l o g a r c o n e l l o s y p a r a q ue
é s t o s l o h a g a n e n t r e sí, s i n o q u e t a m b i é n n o s o f r e c e s u s r e f l e x i o n e s íntim
a s. Es, p u e s, u n n a r r a d o r o m n i s c i e n t e. C o m o e j e m p l o d e p e r s o n a j es
4. Ocho de Enero, Pág. 79-
6 79
PURIFICACIÓN ALCALÁ ARÉVALO
f u n d a m e n t a l e s p o d e m o s s e ñ a l a r, e n t r e o t r o s, a Rafael, el t o r e r o, a m i go
d e l p r o t a g o n i s t a con el q u e m a n t i e n e a g r a d a b l e s c o n v e r s a c i o n e s; a
D i o s p e l e o, p e r s o n a j e q u e h a b l a d e t o d a s s u s e x p e r i e n c i a s y d e la h i s t o r
ia d e su v i d a, etc. U n o s s o n v i s t o s p o r el n a r r a d o r c o n a g r a d o, o t r o s,
p r i n c i p a l m e n t e los p r o t o t i p o s del c a c i q u e, c o m o C o m e a r r o z o D o ña
V i c e n t a, n o le r e s u l t a n g r a t o s.
La c a r a c t e r i z a c i ó n o p i n t u r a de los p e r s o n a j e s se r e a l i z a d e dos
m a n e r a s: p o r la p r e s e n t a c i ó n del n a r r a d o r y p o r l o s a c t o s y d i c h o s del
p r o p i o p e r s o n a j e. P a r a la c a r a c t e r i z a c i ó n u t i l i z a t a m b i é n la n o m i n a c i ó n:
el n o m b r e d i c e c ó m o es el p e r s o n a j e. Por e j e m p l o «Robarina» s e l l a m a el
p e r s o n a j e q u e se h a h e c h o r i c o c o n a c t i v i d a d e s d e h u r t o, c o m o b i en
s e ñ a l a s u a p o d o.
P o r s u s c a r a c t e r í s t i c a s l o s p e r s o n a j e s s o n e s t á t i c o s, e s decir, se p r e s
e n t a n e n c a s i l l a d o s y c a r a c t e r i z a d o s s i n e v o l u c i ó n p s i c o l ó g i c a. El p e r s o n
a j e p r i n c i p a l, s i n e m b a r g o, e s d i n á m i c o, p u e s m a d u r a a p a r t i r d e las circ
u n s t a n c i a s q u e vive y q u e le h a c e n tomar p o s t u r a en la vida.
E f e c t i v a m e n t e, el n a r r a d o r - p e r s o n a j e se e n c u e n t r a e n u n m o m e n t o vital
d e r e f l e x i ó n p e r s o n a l, e n u n e s t a d o d e á n i m o d e s o l e d a d y, a la v e z, de
n e c e s i d a d d e c o n t a c t o, d e a f e c t o s o c i a l. H a b l a m u y p o c o d e su vida,
a u n q u e r e a l m e n t e, el t e m a p r o f u n d o d e la n o v e l a está e n el c h o q ue
v i v e n c i a l p r o p i o. H a y u n a d u a l i d a d e n t r e el n i ñ o q u e fue, i n t e g r a d o en
el p u e b l o c o n u n a s c i r c u n s t a n c i a s e x t e r n a s, s o c i a l e s e i d e o l ó g i c a s m uy
d e t e r m i n a n t e s p a r a su f o r m a c i ó n, y el h o m b r e a c t u a l q u e, a p r i o r i, t i e ne
q u e e n c o n t r a r s e e n o t r a s i t u a c i ó n s o c i a l e i d e o l ó g i c a, p e r o q u e a p e s ar
d e e l l o y e n su i n t e r i o r d e s e a f u n d i r s e c o n el p u e b l o.
T o d o s los p e r s o n a j e s a p a r e c e n t a n b i e n c a r a c t e r i z a d o s q u e t i e n en
v i d a p r o p i a. P o d r í a d e c i r s e q u e e s u n a n o v e l a d e p r o t a g o n i s t a c o l e c t i v o.
Es u n o d e los a c i e r t o s d e la o b r a. A e s a c r e d i b i l i d a d o v e r o s i m i l i t u d a y u d
a n d o s a s p e c t o s. P o r u n l a d o, el n a r r a d o r, c u a n d o h a b l a d e c a d a p e r s
o n a j e, se a d a p t a al p u n t o d e vista del m i s m o, a su m a n e r a d e s e n t i r y
d e v e r la r e a l i d a d, y p o r o t r o, el n a r r a d o r n o s ó l o les d e j a h a b l a r c o n el
l e n g u a j e t í p i c o q u e les c a r a c t e r i z a, s i n o q u e t a m b i é n él m i s m o lo
e m p l e a c u a n d o e s t á c o n e l l o s. En e s e s e n t i d o, la m i s m a u t i l i z a c i ó n de
a p o d o s p a r a n o m b r a r l o s e s t í p i c o d e l a m b i e n t e r u r a l e n q u e s e d e s a r r o l
la la a c c i ó n.
E s t o s p e r s o n a j e s c o n s t i t u y e n u n a s o c i e d a d c e r r a d a, a g r a r i a, m e d i e val
p o d r í a d e c i r s e, d o n d e el v a l o r f u n d a m e n t a l e s t á e n la p o s i c i ó n social

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Nuevo intento por partes-4

d e la familia. La p e r s o n a n o e s t á c o n s i d e r a d a p o r sí m i s m a, p o r s u s p r o p
i a s c u a l i d a d e s. El d i s t i n t i v o f u n d a m e n t a l es la t i e r r a, p u e s el e s t a t us
s o c i a l v i e n e d e t e r m i n a d o e n f u n c i ó n del g r a d o d e su p o s e s i ó n. En e se
6 80
APUNTES SOBRE EL ESTILO Y LA LENGUA DE FRANCISCO CASAS EN LA NOVELA
s e n t i d o h a y u n a s e p a r a c i ó n r í g i d a e n t r e r i c o s y p o b r e s, los q u e t i e n en
t i e r r a y l o s q u e n o. Es u n a s o c i e d a d c l a s i s t a. La p r o p i e d a d d e la t i e r r a se
c o n v i e r t e e n el t e m a p r i n c i p a l d e la n o v e l a y la o r g a n i z a c i ó n d e esta
s o c i e d a d, e n el s e g u n d o.
H a y u n a o p o s i c i ó n, p o r o t r a p a r t e, e n t r e el c a r á c t e r m o r a l, f i l o s ó f i co
d e l n a r r a d o r e n s u s m o n ó l o g o s f r e n t e al a s p e c t o p r i m a r i o d e l o s p e r s o n
a j e s del p u e b l o. P o r e j e m p l o, el s e x o s e v i v e d e s d e el p u n t o d e vista
d e l i n s t i n t o, n o d e l e n c u e n t r o p e r s o n a l. Las m o t i v a c i o n e s d e la g e n t e del
p u e b l o s o n p r i m a r i a s. Los p e r s o n a j e s, a u n r e s u l t a n d o v i v o s y c r e í b l e s,
s o n e x c e s i v a m e n t e d u r o s, lo q u e a y u d a a i n c l u i r la n o v e l a, c o m o v e r e m
o s, e n el m o v i m i e n t o r e a l i s t a m á s d e s g a r r a d o.
C o n r e s p e c t o al a u t o r - n a r r a d o r a n a l i z a r e m o s a l g u n o s a s p e c t o s. En
r e l a c i ó n a su p a r t i c i p a c i ó n e n la c r e a c i ó n, el n a r r a d o r p a r t i c i p a en el
m u n d o d e la o b r a c o m o p e r s o n a j e, r e a l i z a n d o u n a v a l o r a c i ó n f u e r t e del
m u n d o c r e a d o; y e n c u a n t o a s u r e l a c i ó n c o n los p e r s o n a j e s o b s e r v a m os
la p r e s e n c i a d e u n n a r r a d o r o m n i s c i e n t e q u e c o n o c e las a c c i o n e s y p e n s
a m i e n t o s d e los d e m á s p e r s o n a j e s. Por lo q u e se r e f i e r e al p u n t o de
v i s t a n a r r a t i v o, e n Ocho de enero c o n v i v e n la t e r c e r a y la s e g u n d a p e r s
o n a n a r r a t i v a c o n s i g u i e n d o c o n é s t a el d e s d o b l a m i e n t o d e l a u t o r. Esta
s e g u n d a p e r s o n a d e l s i n g u l a r a p a r e c e e n s e g u i d a, e n la p á g i n a c u a r t a, y
e s u n a v o z f r a n c a, a v e c e s d e s c a r a d a, q u e va d e s t i l a n d o e n la m e n t e del
h o m b r e los r e c u e r d o s q u e le s a l e n al p a s o.
P o r s u p a r t e el lector, o t r o e l e m e n t o d e la e s t r u c t u r a d e la o b r a, en
e s t e c a s o n o p a r e c e i n t e r e s a r l e al n a r r a d o r p u e s n o e s t á ni i n c o r p o r a do
ni a p e l a d o.
Y p a r a f i n a l i z a r el e s t u d i o d e la e s t r u c t u r a d e la n o v e l a, p a s a m o s a
v e r los r e c u r s o s t é c n i c o s o p r o c e d i m i e n t o s e s p e c í f i c o s u t i l i z a d o s p a ra
c o n s t r u i r e s t a o b r a literaria.
La e s t r u c t u r a e x t e r n a d e la o b r a e s t á d i v i d i d a e n d i e z p a r t e s c a r a c t
e r i z a d a s o t i t u l a d a s t e m p o r a l m e n t e e n v í s p e r a s, n o c h e, m a d r u g a d a, m a i t
i n e s, l a u d e s, p r i m a, t e r c i a, s e x t a, n o n a y c o m p l e t a s. A l g u n a p a r t e, a su
v e z, s e s u b d i v i d e c o n u n a s e p a r a c i ó n gráfica: (x x x).
La e s t r u c t u r a i n t e r n a e s a b i e r t a. Los s u c e s o s e s t á n l i g a d o s p o r la p e r s
o n a l i d a d del p r o t a g o n i s t a y el fluir del t i e m p o. C o n s t i t u y e casi una
e s t r u c t u r a d e e s p a c i o al d a r l e p r i m a c í a a la d e s c r i p c i ó n d e l a m b i e n t e h i s t
ó r i c o y s o c i a l.
En el m a n e j o del t i e m p o s i g u e las t é c n i c a s a c t u a l e s. El t i e m p o real
e s u n día: e m p i e z a la n a r r a c i ó n p o r la t a r d e - n o c h e y t e r m i n a i g u a l m e n t
e al d í a s i g u i e n t e p o r la t a r d e - n o c h e. E s t e d í a s i g u e u n a e v o l u c i ó n c r o n
o l ó g i c a lineal, p e r o c o n los r e c u e r d o s se v u e l v e a t r á s a b r i é n d o s e un
6 81
PURIFICACIÓN ALCALÁ ARÉVALO
espacio y un tiempo amplios: la vida entera del narrador y del pueblo,
desde la República a nuestros días.
En cuanto a los modos de componer alterna la narración, que es
predominante, la descripción y el diálogo. Éste último es el más escaso.
Además, en ocasiones, no es verosímil pues llega a ser monólogo o
narración contada en primera persona por el que habla. Por otra parte,
muchos diálogos no están señalados gráficamente.
La narración es fluida y en todo momento mantiene el interés e
incluso el suspense.
Las descripciones son de varios tipos. Las descripciones de la naturaleza
son sugerentes y poéticas, embellecen la prosa y la elevan del lenguaje
usual. Este tipo, con frecuencia, sucede a hechos duros con lo que
sirve para elevar el tono y suavizar la situación. Por ejemplo:
«En la rama más alta se colgó Andavegas con un ramal de esparto crudo
que le segaba el cuello. Tenía la piel desgarrada, con las venas hinchadas
y rasposas como una lima violeta. Era muy temprano, una mañana
de otoño, cuando los chopos que hay a la vera del río estaban sin hojas,
con las ramas blancas casi lechosas y los olivos con la aceituna verde
como las ovas» (pág. 13).
Las descripciones de las faenas agrícolas son detalladas y largas, a
veces propias de un artículo especilizado, y las descripciones típicas de

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Nuevo intento por partes-5

las costumbres del pueblo: comidas, matanza... están llenas de sabor
costun:'n'ista, potenciado, además, por la incorporación al texto de canciones
populares.
En cuanto al lenguaje alternan dos niveles: el nivel culto-elaborado,
sin rasgos dialectales, presente en los monólogos o reflexiones y descripciones,
y el nivel coloquial-vulgar, a veces con rasgos específicos del
ambiente rural, dominante en los diálogos. Veamos un ejemplo de un
tipo y de otro:
De nivel coloquial:
«Su padre ya lo sabe, que este verano tuvo sin salir a la Luisi más de tres
meses, no por nada, que Mariano es un buen yerno y no mal partido,
sino porque la niña es muy joven y tiene que estudiar -tercia la Petra-
Hombre, desde que están saliendo como cosas de chiquillos..." (Pág.
113).
De nivel culto:
«De frente, arriba está la luna llena en el cielo limpio y raso como una
carta; en la noche se adivina el frío, ya que está cayendo una escarcha
que hace que se hielen los rabillos de las aceitunas» (Pág. 12).
6 82
APUNTES SOBRE EL ESTILO Y LA LENGUA DE FRANCISCO CASAS EN LA NOVELA
El v o c a b u l a r i o es r i c o y preciso. A b u n d a n términos p r o p i o s o específicos
de la r e a l i d a d y el e n t o r n o descritos.
En ocasiones emplea un l é x i c o social r e i v i n d i c a t i v o: amos/criados,
s e ñ o r i t o / c r i a d o, p o b r e / r i c o, casi inusual en la época en la que se sitúa
la acción.
«... siempre dentro del respeto y la distancia debidas entre amos y criados
» (149).
La sintaxis es hipotáctica o subordinada. Predominan los períodos
oracionales largos. El lenguaje no está recargado de recursos retóricos.
Es una prosa que corre fluida y, aparentemente, sin artificios, c o n sencillez,
belleza y e q u i l i b r i o.
Los recursos existentes son precisos y adecuados al e n t o r n o y c o n t
e x t o en que aparecen.
Por ejemplo, las anáforas intensifican l o dicho:
«Todo es tierra, todo son olivos, todo está dividido y todo tiene dueño."
La anáfora, j u n t o c o n la enumeración, frases cortas, repeticiones de
frases y uso de la i m p e r s o n a l i d a d dan fuerza al t e x t o y l o c o n v i e r t e en
sentencias:
«La tierra no se vende así como así, la tierra es lo último que se toca, se
venden las cosas, se venden los hijos buscando casamientos de conveniencia,
se venden los ojos, se vende el honor y la vergüenza, se pudre
uno debajo de un parral o se ahorca uno cuando es necesario, pero la
tierra no se vende a nadie» (pág 16-17).
Las reiteraciones además de intensificar marcan la m o n o t o n í a del
paso del t i e m p o y aportan al t e x t o u n r i t m o poético:
«... y Él reinará por siglos de los siglos... Entre los olivos hermosos, nuevos
con los retoños de primaveral...] y Él reinará por los siglos de los
siglos!...] Un coro de voces más puras, de voces amigas!...] y Él reinará
por siglos de los siglos...» (pág 189).
Las personificaciones t i e n e n la belleza de la sencillez por l o acertad
o de la imagen:
«También ahora tiene las ramas desnudas, frías como la noche, seca como
el hielo, triste como todo lo que le rodea, como sus propios pensamientos,
mientras vas desgranando recuerdos ácidos en plena sazón de su
propia vida, como los granos de una granada albar. Cuando llegue el mes
de Abril y toda la vega que le rodea esté verde, comenzará a vestirse la
higuera apuntando yemas tiernas...» (pág 14).
6 8 3
PURIFICACIÓN ALCALÁ ARÉVALO
Las comparaciones y las metáforas poseen fuerza expresiva y plasticidad.
Hacen comprensible el contenido y son sugerentes por las connotaciones
que provocan. A la vez, nos hacen sentir lo expresado.
Prefiere la comparación a la metáfora, tal vez por el carácter realista del
autor, pues así no tiene que identificar el plano real y el imaginario.
«... sobre el mar de los olivos verdes» (pág 150).
Algunas metáforas son típicas de la tradición literaria incorporadas
casi s i n modificación.
«La gran Señora camina ligera azuzando con la guadaña» (pág 188).
Las comparaciones están tomadas del mundo real:
«La nariz aplanada como el asiento de una moto...» (pág 188).
Las enumeraciones son abundantes y denotan la mirada detallista
del narrador, enamorado del paisaje y de la tierra:
«... pero ahora vas viendo los pocos árboles que quedan en la vega. Las
higueras de higos blancos y negros, los brevales y la noguera que hay
junto a la canaleta, a la izquierda, el membrillo y las higueras de
Francisquillo asomados al canal que se construyó en los años cincuenta...
» (pág 14-15).
Si las descripciones de la naturaleza son idealistas, l o s retratos o descripciones
de los personajes, siendo precisos y sugerentes, son fríos,
duros y, a veces, despectivos. Hay un contraste entre la sensibilidad que
manifiesta ante el paisaje y el naturalismo con el que enfoca las acciones
humanas:
«A su lado se sienta Cegarruto, fascista hasta la médula de los huesos, con
sus gafas de culo de vaso y las piernas hinchadas llenas de varices azules,
casi violetas, que parecen que van a estallar a cada paso» (pág 20).
La alegoría que recoge al final de la novela, el movimiento de los
penitentes, recuerda las descripciones apocalípticas de los l i b r o s sagrados
y de la literatura del barroco.
Destaca en la obra la presencia del humor y de la ironía. E l humor
no sólo está en algunas historias que cuenta, sino también en la forma
de narrarlas. Además el humor sirve para suavizar la dureza de los
hechos relatados.
La ironía viene dada a veces por la diferente v i s i ó n de la realidad
que tienen los personajes y el lector. Otras veces se u t i l i za para caracterizar
personajes o describir situaciones. Se convierte en un medio de
6 84
APUNTES SOBRE EL ESTILO Y LA LENGUA DE FRANCISCO CASAS EN LA NOVELA
6 85
hacer una crítica fina. E n ocasiones la ironía llega al esperpento con lo
que la crítica es mordaz.
«... la miseria y la pobreza de toda aquella gente que había llegado allí a
escuchar la triunfal proclama, no se correspondía en modo alguno con
las ovondas barrigas, el esplendor y el boato, que habían desplegado las
autoridades...» (pág 109).
«Una vez al mes reparte entre sus dos criadas el aceite sobrante de los

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Nuevo intento por partes-6

guisos, que hace colar cada día y guardarlo en la orza mediana cuando
ya empieza a tomar sabor. Les da dos litros de aceite usado, cuatro pedazos
grandes de jabón y un buen trozo de tocino añejo para el caldo. E s
muy caritativa la Señora Doña Vicenta con sus dos criadas...» (pág 49).
Vistos los elementos estructurales de la obra, pasamos a s u valoración.
Tiene el autor habilidad para crear situaciones, contar historias con
humor socarrón y con fuerza dramática. Sabe inventar personajes independientes
y domina el lenguaje. No obstante, la novela moderna frente
a la tradicional pide concisión y sencillez en la manera de narrar. Por
tanto, para redondear la obra habría tal vez que seleccionar y condensar.
Hay demasiados personajes, se cuentan en ocasiones aspectos accesorios
para el desarrollo de la historia, algunas descripciones son detal
l i s t as en aspectos no poéticamente necesarios. E l narrador debe sugerir
y no mostrar directamente, y ello puede hacerlo seleccionando bien el
mundo recreado en la novela. Esto llevará al lector a captar por s í mismo
la intención del autor al escribir el libro. Precisamente esto es lo que no
hace Francisco Casas que en este caso, como narrador-personaje al final
de la novela, en s u última reflexión y como conclusión, especifica al
lector el sentido de la obra. No deja que el lector llegue por sí mismo a
deducir de la historia contada la realidad connotada.
No obstante lo dicho, es una novela de gran fuerza dramática, un
retrato de la sociedad rural con personajes creíbles, vivos y duros.
E n cuanto al último aspecto de nuestro análisis, la obra y su circunstancia,
nos detendremos únicamente en el movimiento y en las
fuentes literarias. Con respecto al primer punto, Ocho de enero se encuadra
en el movimiento tremendista de la novela realista. Por otro lado,
por lo que se refiere a las fuentes literarias, tal vez por ser la primera
novela que publica Francisco Casas se rastrean fácilmente. Veamos las
principales.
E l estilo de la novela se encuentra influenciado por dos corrientes,
siendo la primera de ellas la literatura clásica. Dentro de ésta, la fuentes
tomadas por el autor son, entre otras, la novela picaresca (en concreto
PURIFICACIÓN ALCALÁ ARÉVALO
p o r la p e r s p e c t i v a e n la q u e s e n a r r a n los a c o n t e c i m i e n t o s) y las o b r as
d e C e r v a n t e s y Q u e v e d o. Los m o d e l o s d e la n a r r a t i v a a c t u a l c o n s t i t u ye
la s e g u n d a corriente de i n f l u e n c i a m e n c i o n a d a. En este s e n t i do
F r a n c i s c o C a s a s i n c o r p o r a las t é c n i c a s n a r r a t i v a s a c t u a l e s c o m o la s e g u n d
a p e r s o n a n a r r a t i v a, el m a n e j o del t i e m p o y el u s o d e l l e n g u a j e c o l o q
u i a l y d i r e c t o.
C o m o p a r a d i g m a d e lo d i c h o r e s e ñ a m o s los s i g u i e n t e s c a s o s e n los
q u e s e o b s e r v a n los m o d e l o s l i t e r a r i o s c o n c r e t o s t o m a d o s p o r el a u t o r:
La f o r m a d e e s c r i b i r e s t á i n s p i r a d a e n C a m i l o J o s é Cela, d e q u i e n se
m u e s t r a u n leal a d m i r a d o r.
La c r e a c i ó n d e u n p u e b l o i m a g i n a r i o s i t u a d o e n t r e u n m a r d e o l i v os
d e n o m b r e Virimar, sin l o c a l i z a c i ó n g e o g r á f i c a p r e c i s a, e s u n a i d e a t o m a d
a d e W i l l i a n F a u k n e r r e c r e a n d o el m i t o d e r e g i ó n.
La e s t r u c t u r a n a r r a t i v a d e la o b r a es s e m e j a n t e a la u t i l i z a d a por
A n t o n i o M u ñ o z Molina e n El jinete polaco. En a m b o s c a s o s, u n p e r s o n
a j e s a l e del p u e b l o, v u e l v e a él d e visita y r e c r e a su v i s i ó n s o b r e sí
m i s m o y s o b r e l o s d e m á s h a b i t a n t e s d e l p u e b l o. N u e s t r o a u t o r n o e s c o n d
e la i n f l u e n c i a d e e s t e m o d e l o, p o r q u e i n c l u s o i n t r o d u c e e n su r e l a to
l o s n o m b r e s d e d o s p e r s o n a j e s d e El jinete polaco.
«... en las chapas oxidadas de la fundición Fuentes Cardona ¿Ramiro
Retratista, El comandante Galaz?... saboreas esos recuerdos y situaciones»
(pág 190).
A d e m á s d e e s t a s f u e n t e s g e n e r a l e s, si p o r m e n o r i z a m o s el a n á l i s is
p á g i n a a p á g i n a v e m o s e n t r e o t r a s las s i g u i e n t e s r e f e r e n c i a s l i t e r a r i a s:
En la p á g i n a d o c e, e n el p á r r a f o «con l a s m o z a s c o m o d e s c u i d e s... y
s e d e d i c a a la c e r v e z a y la tapa», e n c o n t r a m o s u n a i m a g e n t o m a d a de
J u a n Ruiz, A r c i p r e s t e d e Hita, e n su o b r a Libro del buen amor c u a n do
d i c e:
«Aristóteles dijo, y es cosa verdadera, que el hombre por dos cosas labora...
y la segunda era haber ayuntamiento con hembra placentera".
En la m i s m a p á g i n a d o c e la f r a s e «la e n f e r m e d a d y la m u e r t e n o r e s p
e t a n e d a d, s e x o... y... a e l l o s a l c a n z a e iguala», r e c o g e u n a i d e a t o m a d
a d e Las coplas de la Danza de la Muerte, de a u t o r a n ó n i m o d e l s i g lo
XIV.
I g u a l m e n t e r e f e r e n c i a s a u t o e x p l i c a t i v a s d e M i g u e l d e C e r v a n t e s y de
El diablo Cojuelo de V é l e z d e G u e v a r a las t e n e m o s e n las s i g u i e n t e s fras
e s:
6 86
APUNTES SOBRE EL ESTILO Y LA LENGUA DE FRANCISCO CASAS EN LA NOVELA
«Don Quijote no v o l v ió de su primera aventura y desventura maltrecho y
apaleado que los dos viejos Sujarrones aquella tarde de Santiago» (pág
2 8).
«te siente ávido de entrar hasta lo más oculto de sus casas como moderno
cojuelo» (pág 2 4).
La h i s t o r i a d e l m u c h a c h o q u e fue a D a m a s c o p a r a a p r e n d e r, está
r e c o g i d a d e la o b r a El camino delJufí de I d r i e s Shah.
Y d e s d e el p u n t o d e v i s t a i d e o l ó g i c o, las i d e a s s o b r e la j u s t i c ia
e x p r e s a d a s p o r el p r o t a g o n i s t a 5 t i e n e n la b a s e filosófica d e la o b r a de
F e d e r i c o N i e t z c h e.
T o d a s las f u e n t e s s e r á n m e n o s e x p l í c i t a s c u a n d o el a u t o r e n su
s i g u i e n t e n o v e l a, q u e e s p e r a m o s s e a p u b l i c a d a p r o n t o, v a y a e n c o n t r a n d
o su p r o p i o e s t i l o.
E s t a s i n f l u e n c i a s n o h a n m e r m a d o la o r i g i n a l i d a d d e l e s c r i t o r, p u e s,
c o m o h e m o s v i s t o d e s p u é s d e a n a l i z a r l o s d i s t i n t o s a s p e c t o s d e la o b r a,
s e l l e g a a l o m á s p e r s o n a l d e l a u t o r, a s u e s p e c í f i c a v i s i ó n d e l m u n d o.
La o b r a, c o m o h e m o s c o m e n t a d o a n t e r i o r m e n t e, es u n a u n i d a d en
c u y o c e n t r o e s t á el a u t o r, d e m a n e r a q u e e s s u e s p í r i t u el q u e c o n s t i t u y
e el p r i n c i p i o d e c o h e s i ó n i n t e r n a d e d i c h a o b r a y el q u e a p o r t a u n o
d e l o s a t r a c t i v o s d e la l e c t u r a.
5. Léase al respecto la pág 122.
BI B L I O G R A F ÍA
ALCALÁ ARÉVALO, R: Sobre recursos estilísticos en la narrativa de Miguel Delibes.
Universidad de Extremadura, 1 9 9 1 •
AMADO ALONSO: Materia y forma en Poesía, Gredos, Madrid, 1965. Poesía y estilo
de Pablo Nerida, Losada. Buenos Aires, 1 9 4 0.
AULLON DE HARO: Introducción a la crítica literaria actual, Playor, Madrid, 1 9 7 8.
BALLY, C H: El lenguaje y la vida. Losada. B. Aires, 1 9 7 7.
BARTHES, Y: Introducción al análisis estructural del relato, en W. A A. El análisis
estructural, B. Aires, 1 9 7 7.
BOOTH, W. C: La retórica de la ficción, Bosch, Barcelona, 1 9 7 8.
CROCE, B: Estética, nueva Visión, B. Aires, 1 9 7 3.
CARRETER, L: Estudios de poética, Gredos, Madrid. Estudio de lingüística, Gredos,
Madrid.
6 8 7
PURIFICACIÓN ALCALÁ ARÉVALO
DÁMASO ALONSO: Poesía española, Gredos, Madrid, 1 9 7 1.
GENETTE, G: Figuras III, Lumen, Barcelona, 1989-
GROUPE, M: Rbétorique genérale, Larousse, París, 1 9 7 0.
GUIRAUD, PiERRE: La estilística, Nova, B. Aires, 1 9 6 7.
HATZFELD, H: Estudios de estilística, Planeta, Barcelona, 1 9 7 5.
YLLERA, A: Estilística, poética y semiótica Literaria, Alianza Editorial, Madrid,
1974.
JAKOBSON, R: Questions de poetique, Jevil, París, 1973. Ensayos de lingüística
general, Seix Barral, Barcelona.
LOTMAN, J: Estructura del texto artístico, Itsmo, Madrid, 1 9 7 8.
MARTÍNEZ GARCÍA: Propiedades del lenguaje poético, Universidad de Oviedo,
1975.
RIFATERRE, M: Ensayos de estilística estructural, Seix Barral, Barcelona, 1 9 7 6.
SELDEN, RAMÓN: La teoría literaria contemporánea, Ariel, Barcelona, 1989.
SPITZER, L: Lingüística e historia literaria, Gredos, Madrid, 1 9 7 4.
SHUMAKER, W: Elementos de teoría crítica, Gredos, Madrid, 1 9 7 5.
TRABANT, J: Semiología de la obra literaria, Gredos, Madrid, 1 9 7 5.
VOSSLER, K: Filosofía del lenguaje, Losada, B. Aires, 1 9 6 8.
6 88

erika
Fecha: 17/10/2011
Hora: 23:11
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estoy buscando au na persona

hola soy erika y busco a un chico e torreblascopedro que se llama jesus gomez gomez que creo ke tendra ahora 20 o 21años el antes vivia en murcia (la manga) y eramos muy amigos peor se tuvo ke ir a jaen a vivir con su madre se ke un tio de el tiene un bar creo y su abuelo tiene parcelas con olivos y jesus tiene un hermano pequeño que tiene gafas creo.. y me gustaria saber de el otra ves porke la ultima vez ke fue a murcia fue a mi casa peor yo no estaba y no he vuelto a saber mas nada de el por favor ayudenme.. gracias

campillero
Fecha: 18/10/2011
Hora: 12:18
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estoy buscando au na persona
(Respuesta al anterior mensaje)

hola mi marido es de campillo y es intimo amigo del tio de jesus gomez gomez dejame tu correo y hablare con ellos y si no tiene inconveniente te dare su numero de movil solo puedo decirte que su tio jaime tiene un bar en la plaza del pueblo de campillo donde antes tenian un horno espero que te sirva de algo un saludo mayte

erika
Fecha: 18/10/2011
Hora: 12:29
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estoy buscando au na persona
(Respuesta al anterior mensaje)

muchas gracias mayte dale mi numero 637 17 58 22 ojala ke sea el dile ke soy erika de murcia vale muchas gracias mayte

erika
Fecha: 24/10/2011
Hora: 11:58
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..

hola mayte no he vuelto a tener noticias tuyas keria saber si ya el jesus tiene mi numero o no eske kiero saber de el..... muxas gracias mayte
saludo

locutoriopaco@hotmail.com
Fecha: 24/01/2012
Hora: 22:01
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Casino Torreblascopedro
Respuesta al mensaje, enviado el 04/12/2010 a las 16:32 por caudillo:

Por fin hoy 4 de diciembre de 2010 se pone en marcha el casino, ahora lo que hace falta es dejar fuera todas las polemicas sobre si es o no el local adecuado, simplemente es actualmente el único local adecuado para albergar más de200 o 500 personas. El casino nace con un espiritu torreño campillero y por eso necesitamos de todos los esfuerzos posibles. En esta navidad esperemos que sea su lanzamiento definitivo con diversas actividades entre ellas el baile, la tertulia, el ocio en definitiva camaraderia....

El alcalde de torreblascopedro es un facista, el mejor alcalde es MANUEL MARQUEZ GONZALEZ segundo JULIO SERRANO LUJAN. VIVA LA REPUBLICA!

Doña RrrrroGelia
Fecha: 09/05/2012
Hora: 22:31
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alguien sabe

Holis, soy de graná y es pa ver si conocís al que fué novio de mi hija que le dicen cierrabares, que quiero hablar con el. chaito

Doña RrrrroGelia
Fecha: 10/05/2012
Hora: 23:48
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holisss

Ohhhhh veo por las fechas que por acá no viene neide a menudo ¿verdad ó mentira?




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