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Mensajes de OLIVENZA
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OLIVENÇA NA IMPRENSA ITALIANA (22-11-2010) (3 de 5
(CONTINUAÇÃO//PARTE 3)
A Espanha reagiu com veemência à inclusão de Olivença no relatório, ao ponto de o
Director do Gabinete de Iniciativas Transfronteiriças da Junta da Extremadura (GITJE),
Ignacio Sánchez Amor, ter acusado a C. I. A. de "demonstrar ainda mais uma vez mais que não
compreende nada do que se passa para além das fronteiras dos Estados Unidos"[22],
enquanto o "Alcalde" de Olivença Ramón Rocha se interrogou sobre se os Serviços Secretos
norte americanos não teriam tido "nada de mais importante para fazer do que acrescentarem
nas suas informações deste ano (2003) uma disputa imaginária em torno da cidade
oliventina"[23].
Quanto às reacções portuguesas, a questão teve um grande eco na Imprensa, e orgãos de
comunicação como o quotidiano "Correio da Manhã" definiram como "vergonha nacional" o
facto de a C. I. A. ter "reivindicado (citado) uma questão que o governo lusitano não
menciona"[24]. Numa nota assinada pelo porta-voz do "Fórum Olivença" Mário Rodrigues, foi
também limitado o facto de que a citação (referência) no relatório da C. I. A. fosse devida
mais aos esforços levados a cabo por cidadãos portugueses e associações nacionais de
defesa da integridade territorial de Portugal do que à acção diplomática do Estado
lusitano, que "se tem limitado a manter uma vergonhosa e silenciosa posição de
não-reconhecimento da soberania espanhola sobre Olivença"[25]. Perante esta posição
oficial pouco clara (decidida), na Assembleia da República foi apresentada em 25 de Junho
de 2004 uma petição (a n.º61/VIII [2.ª]) em que se propunham várias medidas relativas à
denominada "Questão de Olivença" e se solicitava ao Estado Português que clarificasse a
sua posição oficial sobre o assunto.
No relatório da C. I. A. de 2004 os dados foram alterados. Na alínea "Portugal",
efectivamente, lia-se agora que "alguns grupos portugueses mantêm reivindicações latentes
sobre o território cedido a Espanha em volta da cidade de Olivença"[26], afirmação que se
reencontrava ponto por ponto na alínea "Espanha"[27] e que recordava muito a forma como a
Espanha habitualmente define esta contenda. Uma diferença notória revelava-se no mapa
geográfico do território espanhol, no qual figurava a cidade em questão. O facto de assim
com ela serem comparadas cidades muito maiores como Badajoz, Cáceres, ou Mérida fazia
pensar que esta "apresentação" de Olivença era devida a motivos puramente "simbólicos",
isto é, à vontade de demonstrar a sua posse por Espanha.
No ano seguinte o relatório é mudado de novo: na alínea relativa a "Disputas
Internacionais" relativa a Portugal figurava um lacónico "Nenhuma"[28]. O parágrafo
relativo a Espanha não fazia qualquer referência a Olivença [29], ainda que esta
continuasse a aparecer no mapa.
A C. I. A. modificou ainda uma vez mais a definição da Questão no seu Relatório de 2006,
no qual se lia que "Portugal não reconhece a soberania espanhola sobre o Território de
Olivença com base numa diferença de interpretação do Congresso de Viena de 1815 e do
Tratado de Badajoz de 1801"[30], frase que se reencontrava também na alínea "Disputas
Internacionais" relativa a Espanha [31]. Também desta vez, o mapa espanhol continha a
indicação da Cidade de Olivença.
A mesma última descrição figura ainda hoje (2010) na página web da C. I. A. [32].
Olivença continua a destacar-se como um estandarte no mapa geográfico do território
espanhol.
5. Para além das datas da História, das reacções internacionais e das "invasões de
mascarados" em terra espanhola, o que pensam os portugueses da situação? Qual é o
"sentimento popular" a respeito de Olivença? E como reagem os espanhóis à acusação que
lhes é feita de ocupar ilegalmente aquela que há mais de duzentos anos é uma parte do seu
território nacional?
Para os portugueses a terra oliventina é portuguesa "de jure" e espanhola "de facto".
A "Questão de Olivença" é um capítulo fundamental da História do País, tendo sobrevivido
"à monarquia, à queda da monarquia, à Primeira República, ao "Estado Novo" e à
(restauração da) democracia", "aos governos de extrema esquerda, de extrema direita,
moderados, centristas, liberais, conservadores e socialistas. Nem mesmo no auge da
agitação de Abril[34] (de 1974) nenhum comunista se lembrou de reconhecer a soberania
espanhola sobre Olivença"[35], que para os Portugueses "de Espanha só tem o "z""[36].
Negar ao Estado vizinho o controle (legal) da cidade está definido como "um dos poucos
dogmas de um País que já passou por quase tudo"[37]. E recorda-se que se é verdade que
Portugal não deixa que Olivença seja espanhola, não faz em contrapartida nada para que
seja portuguesa: "Sabemos que não podemos, sabemos que não o conseguimos, sabemos que não
deixamos que nada se faça lá"[38]. E agora pode verificar-se um pouco de inveja nos
dilemas com que se deparam os oliventinos: "Pertencemos à Espanha, que tem mais poder na
Europa, no mundo, mas as suas influências são portuguesas. Têm o melhor dos dois
mundos"[39].
Nos finais de 2001, o diário português "Diário de Notícias" publicou uma sondagem da
"Marktest" em Olivença, cujos resultados mostraram que apenas 1,1% da população
oliventina se declarava favorável à reintegração da cidade no território português. A
explicar (na base de) este resultado está a "castelhanização à qual Olivença esteve
sujeita nos últimos dois séculos. Aliás, noutra perspectiva, também em Gibraltar uma
consulta popular revelou que só 0,4% da população quereria ser espanhola, mas não
obstante isso Madrid continua a reivindicar o "Rochedo".
Para o Professor Carlos Luna, Membro do GAO e "leader" do Comité Olivença Portuguesa
(C. O. P., nascido em 1988 e legalizado em 1990) uma boa solução poderia ser semelhante
àquela que é proposta pelo Governo de Madrid para Gibraltar: "Dupla nacionalidade para os
habitantes, consagração de alguns direitos e especificidades, uma certa autonomia
administrativa e outras medidas a estudar"[40]. Entre Gibraltar e Olivença, por outro
lado, na sua opinião não é possível estabelecer paralelismos históricos, porque "a
Espanha cedeu Gibraltar por Tratado (1713/1714, Tratdo de Utrecht), enquanto
juridicamente Olivença pertence a Portugal (Congresso de Viena de 1815, com assinatura
espanhola em 1817)"[41].
(CONTINUA)
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OLIVENÇA NA IMPRENSA ITALIANA (22-11-2010) (4 de 6
(CONTINUAÇÃO (Parte 4)
Segundo o Professor Luna, o aspecto mais problemático não é tanto o aspecto da
soberania, mas mais o escasso conhecimento que os oliventinos têm do seu próprio passado
português, que leva a encarar a reivindicação de Olivença por parte de Lisboa "como uma
coisa para visionários, vinda de ultranacionalistas, ou de pessoas fora de moda"[42]. O
"Comité Olivença Portuguesa" - nascido para favorecer a reconstrução da
"Ponte da Ajuda" e para promover a língua, a História, e a cultura portuguesas em
Olivença e nos arredores - defende a formação de um governo local transitório constituído
por Espanha e Portugal que estivesse em funções o tempo suficiente para tornar claro a
todos os oliventinos o seu (deles) próprio passado, permitindo-se mesmo em seguida a
escolha com conhecimento de causa (com consciência) de que País se passaria a pertencer.
Nesta lógica de pensamento, os seus membros distribuem publicações em Português às
Bibliotecas e a privados (particulares) do território de Olivença e fornecem "cassettes"
(agora CDs) com "cursos artesanais de Português" gravados pelos próprios membros do Grupo
para favorecer, ajudar a aprendizagem da língua lusitana. Por causa das suas actividades,
os membros do Comité foram declarados "personae non gratae" pela Assembleia Municipal de
Olivença, anátema alargado ao Grupo dos "Amigos de Olivença"[43], que numa carta datada
de 20 de Maio de 2006 ao embaixador espanhol em Lisboa declararam que a "Questão de
Olivença" é "simples" - "Uma parte de Portugal foi usurpada militarmente pelo Estado
Espanhol, há 205 anos, extorsão não reconhecida e ilegítima em termos de Direito
Internacional e não respeitando as suas disposições é a Espanha (...) que se desonra"[44].
Para alguns portugueses, a simples restituição do território de Olivença a Portugal é
uma questão secundário perante o facto de Olivença ser "o primeiro exemplo de um
etnocídio moderno", "a primeira situação na História Contemporânea de Europa pela qual
uma população inteira esteve submetida a um processo sistemático de anulação da sua
identidade cultural e foi espoliada da sua memória colectiva"[45]. Nos últimos dois
séculos, e sobretudo durante o Franquismo, de facto, foram mudados os nomes/apelidos, os
topónimos e as referências históricas, Falar Português era visto como um "sinal de
atraso, vergonha, ignorância"[46]. O Próprio António de Oliveira Salazar, que governou
Portugal de 1932 a 1968, não obstante o seu forte nacionalismo, evitou sempre trazer à
baila a Questão de Olivença, convencido de que o futuro da ditadura no seu país estava
ligado profundamente ao de um regime análogo em Espanha, e que deveria evitar que
ocorresse (devia por de lado) todos os possíveis motivos de desentendimento com o vizinho.
Para a Espanha o "problema de Olivença" não existe. A cidade e os seus arredores vão
sendo considerados espanhóis para todos os efeitos, e nega-se todas (ou quase) as
reivindicações da parte de Lisboa.
Segundo Raul Alfonso Limpo (NOTA: engano! O nome é Luís Alfonso Limpo; FIM DA NOTA),
director da Biblioteca de Olivença, não existem razões históricas pelas quais a Espanha
devesse devolver a cidade a Portugal. Na sua opinião, o Tratado de Badajoz continua a ser
válido e as conclusões do Congresso de Viena tem valor só sob o ponto de vista moral
(ético)[47]. A violação do acordo com a invasão de Portugal por parte das tropas
franco-espanholas (1807) é considerado como podendo ser visto a uma simples mudança de
circunstâncias às quais um tratado de paz não pode estar sujeito, "porque se fosse assim
nenhum (tratado) seria válido"[48]. Do ponto de vista jurídico, por outro lado, para os
espanhóis o artigo 105 do Tratado que resultou do Congresso de Viena (1815) não é mais do
que "uma vaga alusão a uma intenção de mediação num conflito de fronteiras
luso-espanhol", "uma ambígua declaração de intenções" [49], que não obrigava directamente
a Espanha a restituir a região.
Para a Espanha, portanto, Olivença não se discute, mas traz consigo algo de peculiar,
quase um subtil sentimento de responsabilidade nos confrontos na cidade: o óptimo estado
de conservação dos monumentos oliventinos, de facto, faz recordar o que José
Ibañez-Martin, diplomata da embaixada espanhola em Lisboa, escreveu em Madrid em 1959
sobre a situação da cidade "contestada": "A nossa preocupação no interior da Espanha deve
ser, como de facto é, a de cuidar ao máximo da cidade de Olivença para que ninguém possa
argumentar que, se fosse portuguesa, estaria mais bem cuidada"[50]. Se a Espanha tem
feito muito para manter em perfeito estado os monumentos e os edifícios oficiais de
Olivença, o mesmo cuidado não foi sempre aplicado na conservação da arquitectura popular
de inspiração claramente portuguesa, de características idênticas à da região confinante
portuguesa do Alentejo. Em alguns municípios do território oliventino como São Jorge de
Alor, de facto, as "chaminés", as grandes chaminés que parecem fazer gala na sua altura,
sucedem-se quase ininterruptamente, enquanto em Olivença as casas típicas estão às vezes
abandonadas e mais vulgarmente modernizadas, destroçando um outro traço de Portugal.
Alguns habitantes do outro lado dos "confins" (da fronteira)"devolvem o favor", fazendo
notar nomeadamente na sinalética rodoviária o nome de Olivença - escrito claramente em
Português - das indicações relativas ao território espanhol. Alguns, em contrapartida,
danificaram outra (placa rodoviária), tapando já há algum tempo com tinta negra em
"spray" a palavra "Espanha" no interior do símbolo europeu que assinala a chegada ao
território controlado por Madrid logo após se ultrapassarem os limites de Portugal,
vindos de Elvas.
6. Se é verdade que muitos portugueses querem recuperar Olivença, é entretanto
verdade que não faltam também uns quantos que gostariam que a Península Ibérica unida
formasse um único estado. Em tal situação, a questão oliventina perderia todo o sentido.
Em Julho de 2007 o escritor português José Saramago - Prémio Nobel da Literatura de
1998, falecido recentemente - revelou numa entrevista dada ao diário lusitano "Diário de
Notícias" acreditar que Portugal acabará por integrar-se na Espanha. Se do ponto de vista
cultural nada mudaria porque ninguém "deixaria de falar, de pensar e de sentir em
Português", por outro lado haveria "tuda a ganhar em termos de desenvolvimento neste tipo
de aproximação e de integração territorial, administrativa e estrutural"[51]. Portugal
tornar-se-ia, segundo Saramago, numa outra província da Espanha, que deveria
provavelmente mudar o seu próprio nome para Ibéria. Quanto aos portugueses, para o
escritor aceitariam a integração de bom grado se se explicasse bem que não se trata de
uma abdicação nem do fim do País; este continuaria a existir, mas de uma outra forma, e
seria governado por dirigentes dos partidos espanhóis e portugueses, que teriam
representação num parlamento único com toda a força política da Ibéria, assegurando-se um
parlamento português, como o que têm todas as comunidades espanholas autónomas actuais.
As palavras do Prémio Nobel suscitaram indignação e protestos no mundo português. Por
muita gente foi assinalada a contradição na atitude do anticolonialista militante
Saramago, que no passado se bateu com convicção pela independência das colónias
portuguesas em África, enquanto se mostrava indiferente à independência do seu próprio
país.
(CONTINUA)
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OLIVENÇA NA IMPRENSA ITALIANA (22-11-2101) (5 de 5
(CONTINUAÇÃO (Parte 5//FINAL, SALVO NOTAS; QUE SERÁ PARTE 6)
Quanto às reacções das autoridades lusitanas, o ex Presidente da República e ex
primeiro ministro Mário Soares afirmou que uma integração política peninsular "não está
próxima, e tampouco "auspiciável" por nenhuma das duas partes"[52], enquanto o actual
Presidente Aníbal Cavaco Silva definiu a hipótese como "um absurdo total"[53].
A defesa do iberismo, por outro lado, não é prerrogativa da Esquerda portuguesa a que
Saramago pertencia, mas interessa também a parte da classe média, que "observa o enorme
desenvolvimento registado em Espanha nos últimos anos, compara-o ao marasmo português e
conclui: integrados em Espanha teríamos mais prosperidade, seríamos mais ricos e mais
felizes"[54]. Para muitos, todavia, isto não passa de uma ilusão: "É suficiente verificar
o que aconteceu em muitas empresas portuguesas que foram compradas por espanhóis: a sede
primeiramente situada em Portugal foi transferida para Espanha, os quadros superiores
portugueses foram substituídos por espanhóis nos postos-chave, os portugueses ficaram em
posições subalternas e acabaram por sentir-se estrangeiros no seu próprio país"[55].
O actual Primeiro Ministro Português, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, interveio
na questão de Olivença/Olivenza à margem da 23.ª Cimeira Ibérica que teve lugar em Braga
em Janeiro de 2008. O Primeiro Ministro definiu a presença no encontro de alguns
manifestantes portugueses que reivindicavam a soberania sobre a Cidade e a região
circundante - aos quais fora proibido exibir uma faixa com as palavras "Olivença é terra
portuguesa", a não ser a mais de cinco quilómetros de distância, sob ameaça de prisão -
classificando-a como uma demonstração de "folclore", referindo que de qualquer forma a
"situação" não consta na agenda dos encontros ibéricos. Sócrates não há todavia dito que
o problema não existe, mesmo porque menos de dois meses antes uma nota do Ministério dos
Negócios Estrangeiros em Lisboa tinha explicitamente (re) afirmado que "nenhum acto,
acordo ou solução em torno de tal questão pode implicar o reconhecimento da parte de
Portugal da soberania espanhola sobre Olivença"[56].
Como em todas as boas histórias, será o futuro que nos dirá se o Iberismo se poderá
tornar realidade ou se prevalecerá o orgulho de grande parte da população portuguesa, que
"prefere viver com os pés no chão em vez de se sujeitar a Madrid"[57], mas que às vezes
tem o perigoso hábito de procurar a solução dos seus próprios problemas aos de fora do
país.
7. Existe uma solução para a Questão de Olivenza/Olivença? Para o já citado Luís
Alfonso Limpo trata-se somente de "um problema psico-histórico de que sofre uma mão-cheia
de portugueses", que deveria ser estudado por um psicólogo". Portugal, denuncia, pode
perder Angola, Moçambique e o mundo inteiro, mas nunca, nunca, um pequeno território
"roubado" ao "vizinho inimigo (que é) Castela"[58].
Para o Professor Carlos Luna a cidade "é História. É mito. É (triste) realidade. Faz
parte dos fantasmas pessimistas que perseguem o homem português. Fantasmas de que este
homem se libertará quando compreender que foi ele mesmo a criá-los, e que está nas suas
mãos fazê-los desaparecer. Olivença é incúria. É abandono. É (apesar de tudo)
persistência. Existe"[59]. Como escrevia Ventura Ledesma Abrantes, um dos fundadores do
GAO, "se Olivença é uma causa perdida, não é Olivença que está perdida para Portugal, é
muito provavelmente Portugal que se perdeu a si mesmo, incapaz de defender os seus
interesses e sobretudo os seus direitos"[60]. Esta disputa geopolítica é para os
portugueses uma questão de dignidade nacional, enquanto para a Espanha vale o princípio
"o que dou está dado", e não se volta atrás.
Olivença/Olivenza parece destinada a permanecer como está, uma cidade filha de duas
culturas que ao longo dos séculos se encontraram muitas vezes a que também hoje por vezes
se olham com desconfiança. Como reza o famoso adágio português: "De Espanha, nem bom
vento nem bom casamento" - "Dalla Spagna né buon vento né un buon matrimonio".
A melhor maneira de "enquadrar” a questão de Olivença esta´talvez nas palavras com que
a imortalizou Narciso de la Torre-Velver Blanco numa poesia (em castelhano) de 1989
intitulada"Duas lealdades", em cujo subtítulo de inspiração lusitana a define como " A
mui nobre, notável e sempre leal vila de Olivença";
"Olivença, cidade nobre/reduto de dois alentos/silêncio de duas verdades/para um só
sofrimento./Olivença, por notável/ te lamentas em monumentos / que amuralham duas
metades/de um único desalento./Filha de duas vontades/ e esposa de um
rompimento/Olivença, duas lealdades/desgarram o teu sentimento"{61] (Tradução livre)
FIM
(SEGUE-SE OUTRA PARTE COM NOTAS...)
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oliv. impr. italaena (22-11-2010) (notas//fim)
NOTAS A "OLIVENÇA NA IMPRENSA ITALIANA" (Parte 6, FINAL MEEEESSSMMO!)
_____________________
[1] http://www. alemguadiana. com/; http://alemguadiana. blogs. sapo. pt
[2] http://www. agal-gz. org/modules. php? name=News&file=article&sid=441 3
[3] http://www. cafeportugal. net/pages/noticias_artigo. aspx? id=2248
[4] Carlos Eduardo da Cruz Luna, Nos caminhos de Olivença, Estremoz, 2000, pagg.
11-30.
[5] “As potências europeias, reconhecendo a justiça das reclamações formuladas pelo
Príncipe Regente de Portugal e do Brasil sobre a vila de Olivença e os territórios
circunvizinhos cedidos à Espanha pelo Tratado de Badajoz de 1801, e considerando a
restituição daqueles territórios uma das medidas apropriadas para assegurar entre os dois
reinos da Península aquela boa harmonia, completa e permanente, por cuja manutenção em
todas es partes da Europa tem sido o objectivo constante dos acordos firmados, obriga-se
formalmente a empregar, através da conciliação, oe seus esforços mais eficazes para que
se efectue a restituição dos ditos territórios a favor de Portugal. E as Potências
reconhecem, naquilo que depende das capacidades de cada uma, que esta restituição teve
ter lugar o mais brevemente possível". [6] Miguel Mora, El pueblo más portugués de
España, in El País, 4.12.2006.
[7] “Las muchachas de Olivenza no son como las demás, / que son hijas de España y
netas de Portugal./ Tienen la dulce belleza de la mujer lusitana / y la gracia y el
salero de las mujeres de España”.
[8] http://31tv. blogs. sapo. pt/
[9] Articolo pubblicato sulla rivista Atlântico, numero di Marzo 2007, pag. 64.
[10] El Semanal, n. 746, 10-16.2.2002.
[11] http://www. olivenca. org/
[12] Miguel Mora, La eterna disputa de Olivenza-Olivença, in El País, 4.12.2006.
[13] Ibid.
[14] Público, 22.11.2006.
[15] Público, 2.1.2007.
[16] El Semanal, n. 746, 10-16.2.2002.
[17] Ramón Rocha Maqueda, citato dal settimanale portoghese Linhas de Elvas, 3.5.2007.
[18] Hoy, 7.3.2010.
[19] Miguel Mora, La eterna disputa de Olivenza-Olivença, in El País, 4.12.2006.
[20] http://www. umsl. edu/services/govdocs/wofact200 3/geos/po. html
[21] http://www. umsl. edu/services/govdocs/wofact200 3/geos/sp. html
[22] Ignácio Sánchez Amor, cit. in Correio da Manhã, 4.9.2003.
[23] Ramón Rocha, cit. in ibid.
[24] Ibid.
[25] Ibid.
[26] http://www. umsl. edu/services/govdocs/wofact200 4/geos/po. html
[27] http://www. umsl. edu/services/govdocs/wofact200 4/geos/sp. html
[28] http://www. umsl. edu/services/govdocs/wofact200 5/geos/po. html
[29] http://www. umsl. edu/services/govdocs/wofact200 5/geos/sp. html
[30] http://www. umsl. edu/services/govdocs/wofact200 6/geos/po. html
[31] http://www. umsl. edu/services/govdocs/wofact200 6/geos/sp. html
[32] https://www. cia. gov/library/publications/the-w orld-factbook/geos/po. html;
https://www. cia. gov/library/publications/the-w orld-factbook/geos/sp. html
[33] O regime que governou Portugal com António de Oliveira Salazar de 1932
a 1968 e com Marcello Caetano de 1968 a 1974.
[34] Il 25 Aprile 1974 la Rivoluzione dei Garofani ha abbattuto il regime dittatoriale
portoghese.
[35] Articolo pubblicato sulla rivista “Atlântico”, numero di Marzo 2007, pag. 64.
[36] Testo del Courrier International riportato in Carlos Eduardo da Cruz Luna,
Olivença na imprensa estrangeira (1954-2002), in O Pelourinho, Badajoz, 2002, numero 12
(2ª epoca), pag. 38.
[37] Articolo pubblicato sulla rivista “Atlântico”, numero di Marzo 2007, pag. 64.
[38] Idem.
[39] Luis Simões, in The Telegraph, 19.8.2006.
[40] Carlos Eduardo da Cruz Luna, intervistato dalla rivista "E", 1.7.2010.
[41] Idem.
[42] Carlos Eduardo da Cruz Luna, Nos caminhos de Olivença, Estremoz, 2000, pag. 171.
[43] O Ditrector da Biblioteca de Olivença afirmou, a este propósito: "Se uma pessoas
entra na nossa casa, diz que a casa não é nossa, e nos chama ladrões ainda por cima, o
que fazemos? Recebêmo-lo bem?" (cit. in Francisco Camacho, O
meio termo de Olivença, in Grande Reportagem, Marzo 2002, pag. 80).
[44] http://www. olivenca. org/actualidadeDetalhe. asp? categoria=COMUNICADOS&ID=152
[45] http://imigrantes. no. sapo. pt/page6. Olivenca7. html
[46] Carlos Eduardo da Cruz Luna, Nos caminhos de Olivença, Estremoz, 2000, pag. 197.
[47] “Reconhecemos a justiça das reivindicações portuguesas e oferecemos mediação
política. Nada mais. É uma obrigação que recai sobre os dois países"; citando Luís
Alfonso Limpo, cit. in Francisco Camacho, O meio termo de Olivença, in Grande Reportagem,
Marzo 2002, pag. 77.
[48] Raul Alfonso Limpo, cit. in ibid., pag. 78.
[49] Idem.
[50] José Ibáñez-Martín, cit. in ibid., pag. 78.
[51] José Saramago, in Diário de Notícias, 15.7.2007.
[52] Mário Soares, cit. in El País, 4.8.2007.
[53] Aníbal Cavaco Silva, cit. in Diário de Notícias, 7.9.2007.
[54] José António Saraiva, sul settimanale Sol, 28.7.2007.
[55] Idem.
[56] http://www. olivenca. org/imagens/MNE_7905. pdf
[57] Carta enviada pelo leitor Santos Pereira ao Jornal de Notícias, 7.8.2007.
[58] Raul Alfonso Limpo, cit. in Francisco Camacho, O meio termo de Olivença, in
Grande Reportagem, Marzo 2002, pag. 77.
[59] Carlos Eduardo da Cruz Luna, Nos caminhos de Olivença, Estremoz, 2000, pag. 11.
[60] Ventura Ledesma Abrantes, cit. in http://www. olivenca. org/historiaDoGrupo. htm
[61] “Olivenza, ciudad noble / reducto de dos alientos / silencio de dos verdades /
para un solo sufrimiento. / Olivenza, por notable, / te dueles en monumentos / que
amurallan dos mitades / de un único desaliento. / Hija de dos voluntades / y esposa de un
rompimiento / Olivenza, dos lealtades / desgarran tu sentimiento”.
FIM (FIM, MESMO!)
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TRÊS ANOS DE ACTIVIDADE: O "ALÉM GUADIANA" (Parte
TERCEIRO ANIVERSÁRIO DO "ALÉM GUADIANA" (Parte 1)
(RESUMO DE ACONTECIMENTOS DE TRÊS ANOS: 2008-2011)
A INESPERADA RECUPERAÇÃO DO PORTUGUÊS EM OLIVENÇA
Portugal é um País de contradições. Ambiciona ser conhecido,
reclama que a sua cultura
é pouco divulgada... mas, contraditoriamente, parece envergonhar-se de assumir
manifestações concretas da sua cultura.
Desde 2008 (em Março de 2011, celebra-se o terceiro aniversário),
algo de novo surgiu
no panorama cultural português...
ou, se se quiser,
lusófono. Previamente, a União Europeia chamou a atenção para a falta
de protecção de que
a Língua Portuguesa era vítima por parte do Estado Espanhol em
Olivença e Táliga (antiga
aldeia de Olivença. Mais importante, na própria Olivença, um grupo de
locais fundou a
Associação "Além
Guadiana", que, sem
se preocupar com a questão, que se mantém, algo discretamente, sobre a
soberania legal
(ou efetiva) sobre a Região, decidiu meter "mãos à obra", e começar a
lutar pela
recuperação da sua cultura e da sua História. Entenda-se: Cultura e
História portuguesas.
Menos de um ano sobre a sua fundação, o grupo conseguia, em 28 de
Fevereiro de 2008,
organizar uma "Jornada do Português Oliventino", que decorreu na
Capela do Convento
português de São João de Deus (em Olivença, naturalmente).
Quer se queira, quer não, fez-se História: pela primeira vez desde 1801,
a Língua Portuguesa manifestava-se livremente em Olivença, com a
"cobertura" das
autoridades espanholas máximas a nível local e regional.
Quase 200 pessoas foram testemunhas disso, entre as quais o
arqueólogo Cláudio
Torres, o "herói" do mirandês Amadeu Ferreira, e outros!
Vale a pena fazer um resumo do que então se passou.
A JORNADA DE FEVEREIRO DE 2008
Falou primeiro o Presidente da Junta da Extremadura espanhola,
Guillermo Fernández
Vara. Curiosamente, um oliventino. Foi comovente ouvi-lo confessar
que, na sua casa paterna, o Português era a língua dos afectos. O
Presidente da Câmara
de Olivença, Manuel Cayado, falou em seguida.
Joaquín Fuentes Becerra, presidente da Associação "Além
Guadiana", destacou e
insistiu no aspecto cultural da Jornada.
Juan Carrasco González, um conhecido catedrático, falou depois.
Seguiu-se Eduardo Ruíz Viéytez, Consultor do Conselho da Europa,
que explicou as
recomendações críticas deste, ao Estado Espanhol, em relação ao
Português de Olivença.
Falou depois Lígia Freire Borges, do Instituto Camões, que destacou o
papel da Língua Portuguesa no mundo. Após o almoço, foi a vez de
ouvir a voz de alguns oliventinos, em Português, bem alentejano no
vocabulário e no
sotaque, não faltando críticas e denúncias de situações de repressão
linguística não muito longe no tempo.
Falram depois Domingo Frade Gaspar (pela fala galega) e José
Gargallo Gil (Línguas
minoritárias).
Seguiu-se Manuela Barros Ferreira, da Universidade de Lisboa, que
relatou a experiência significativa de recuperação do Mirandês.
Falou finalmente o Presidente da Câmara Municipal de Barrancos, a
propósito dos projectos de salvaguardar o dialecto barranquenho.
No final, foi projectado um curto filme sobre o Português
oliventino, realizado por
Mila Gritos (Milagros Rodrígues Perez). Nele surgiam
oliventinos a contar a história de cada um, sempre em Português.
Deu por encerrada a sessão Manuel de Jesus Sanchez Fernandez, da
Associação Além-Guadiana.
Os assistentes e os promotores da Jornada
abandonaram o local, já de noite, convictos de que tinham assistido a
algo notável.
Estava dado um passo de gigante para a recuperação de cultura
lusa em Olivença.
Cerca de um ano, um pouco mais, depois, nova surpresa!
TOPONÍMIA EM PORTUGUÊS
A Câmara Municipal de Olivença decidiu começar a recuperar os
antigos nomes em
português das ruas da localidade. A iniciativa partiu, claro, da
associação cultural Além
Guadiana, apresentou à Câmara e aos diferentes representantes
políticos de Olivença um
projeto pormenorizado para a valorização da toponímia oliventina, com
unânime aceitação.
O projeto, com início a 12 de Junho de 2010, e que prossegue,
estando já quase
conluído em Janeiro de 2011, contempla a adição dos antigos nomes das
ruas aos atuais,
mantendo a mesma tipologia e estética nas placas. Assim, resgatam-se
as denominações das
ruas, dos becos, das calçadas, etc., que configuram o conjunto
histórico encerrado nas
muralhas
abaluartadas, com um total de 73 localizações.
Recorde-se que a maior parte da toponímia urbana de Olivença foi
ubstituída ou
modificada na primeira metade do século XX, embora quase todos os
nomes continuassem a
ser utilizados pela população apesar das alterações, como nos casos da
rua da Rala, da
rua da Pedra, da Carreira, etc.
A Associação "Além Guadiana", num comunicado, esclarecia: «os
antigos nomes das ruas
falam-nos do passado português da "Vila", como popularmente é
conhecida a cidade, desvelando aspetos diversos, amiúde desconhecidos,
da sua história.
Estes remontam a séculos atrás, muitos deles à Idade Média, aludindo a
pessoas ilustres
da História, a antigos grémios de artesãos, a santos objeto da devoção
popular ou à
fisionomia das ruas, entre outros aspetos. "A rua das Atafonas, a
Calçada Velha, o
Terreiro Salgado e o beco de João da Gama" são alguns exemplos.»
Mais dizia a comunicado. «Com esta iniciativa pretende-se, enfim,
realçar um
interessante componente da rica herança cultural oliventina, a
toponímia, contribuindo
para testemunhar a história partilhada deste concelho e para a tornar
visível em cada
recanto intramuros. Os nomes ancestrais dos espaços públicos conformam
uma janela que
convida a assomar-se e a explorar a apaixonante história de Olivença.
Expressados na sua
originária língua
portuguesa, constituem o testemunho vivo de uma cidade onde se
respiram duas culturas e
são um veículo que encoraja os mais novos a manter a língua que ainda
falam as pessoas
mais velhas do município. Para a associação Além Guadiana, trata-se de
uma iniciativa com
fins didáticos, culturais e turísticos, com a qual se resgata para o
presente uma parte
do passado oliventino.»
(CONTINUA)
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TRÊS ANOS DE ACTIVIDADE: O "ALÉM GUADIANA" (Parte
TRÊS ANOS DE ACTIVIDADE: O "ALÉM GUADIANA" (Parte 2/CONCLUSÃO)
TERCEIRO ANIVERSÁRIO DO "ALÉM GUADIANA" (Parte 2/CONCLUSÃO)
(RESUMO DE ACONTECIMENTOS DE TRÊS ANOS: 2008-2011)
A INESPERADA RECUPERAÇÃO DO PORTUGUÊS EM OLIVENÇA
(CONTINUAÇÃO/CONCLUSÃO)
UMA ESPÉCIE DE «DIA DE PORTUGAL»... DOIS DIAS DEPOIS
A inauguração das primeiras ruas com os nomes em Português, teve
lugar no meio de uma
espécie de festival promovido pela Associação citada, denominado
«Lusofonias». No sentido
de promover a cultura e a língua portuguesa, a organização do evento
elegeu como imagens
promocionais da iniciativa Amália Rodrigues, Fernando Pessoa e Vasco da Gama.
A "Além Guadiana" justificou estas escolhas: «São ícones de
Portugal e da sua
história. Como curiosidade posso dizer que os familiares de Vasco da
Gama são originários
de Olivença e desta forma vamos relembrar esse facto.»
A iniciativa cultural contou com a colaboração do Ayuntamiento de
Olivença, da
Associação para o Desenvolvimento Rural da Comarca de Olivença e da
Junta da Estremadura,
e consistiu ainda num vasto conjunto de actividades, entre as quais se
destacaram peças
de teatro, música, literatura e animação de rua.
Em paralelo, houve uma zona reservada a exposições, onde estiveram
artesãos, um
espaço dedicado à gastronomia e a instituições do espaço lusófono, bem
como trabalhos ao
vivo e animação musical a cargo de grupos de Portel (Évora).
Procedeu-se a uma leitura pública contínua em português, na qual
participaram
oliventinos de todas as idades lendo ou recitando na língua de Camões,
Este foi um dos
pontos altos que a organização destaca deste dia dedicado ao mundo lusófono.
Durante a manhã ocorreu também uma demonstração de folclore,
através do grupo "La
Encina" de Olivença e a atuação das Cantadeiras de Granja (Évora).
No período da tarde foi projectado no Espácio para la Creación
Joven, o filme "O Leão
da Estrela", e houve actividades de animação nas ruas, bem como ainda
a atuação dos
alunos de português da escola pública Francisco Ortiz, de Olivença.
A "Estória da Galinha e do Ovo" e "O Canto dos Poetas", ambos
interpretados pela
associação "Do Imaginário" de Évora, foram dos atractivos desta
iniciativa promovida pela
associação "Além Guadiana".
UM MERCADO MENSAL
O final de 2010 e o princípio de 2011 viram realizar-se mais uma
iniciativa deste
prolixo grupo oliventino: um mercado mensal de artesanato e
antiguidades portuguesas. O
primeiro efetuou-se a 11 de Dezembro de 2010, o segundo a 8 de Janeiro
de 2011. O terceiro
em 12 de Fevereiro de 2011.
Pela primeira vez, em mais de duzentos anos, ressurgiu o mercado
antigo tradicional de
Olivença era aos Sábados, nas suas características originais. Na
verdade, este evento
efetua-se num local distinto do mercado mais convencional (Adro da
Igreja manuelina da
Madalena), que é no mesmo dia da semana.
Foi curiosa a primeira edição, não só pelo afluxo de interessados,
mas também por
algumas das motivações expressas. Muitas louças tradicionais (do
Redondo, por exemplo), e
mobiliário, também tradicional, foram adquiridos porque lembrava aos
compradores objectos
vistos em casa de antepassados seus, onde constituíam uma espécie de
relíquias. Note-se
que, na falta do seu tradicional mercado, muitos oliventinos, durante
mais de cem anos,
se deslocavam a Elvas ou a outras localidades, procurando obter os
produtos (então de
utilidade doméstica, ou de decoração) a que estavam tradicionalmente
habituados.
INTEGRAÇÃO NA LUSOFONIA
"A língua de Camões fala-se ininterrompidamente em Olivença desde
finais do século
XIII". Estas são palvras do Presidente da Associação Além Guadiana, o
já citado Joaquín
Fuentes Becerra, "Este o mais importante legado português. Até meados
do século XX, 150
anos após a mudança de nacionalidade, a língua maioritária era o
Português, apesar de não
ter tido qualquer apoio institucional". Becerra acrescenta que, hoje
em dia, para além de
conservada pelos mais velhos, a língua portuguesa já está a ser
ensinada nas escolas.
"Estamos no caminho correto, mas faz falta uma aposta mais forte para
que a língua
portuguesa não se perca em Olivença. A língua é tudo". E, sem abordar
aspectos políticos,
Becerra reclama para a localidade a sua "INTEGRAÇÃO NA LUSOFONIA".
Parece que algo de novo, e talvez um tanto inesperado, está a
surgir no espaço
lusófono. Ignorá-lo, fingir que não existe, começa a ser impossível. E
insuportável!
Estremoz, 27 de Janeiro de 2011
Carlos Eduardo da Cruz Luna
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Los oliventinos de por el mundo:
Amigo Carlos Luna, estoy leyendo con gran interés todo lo que escribís tanto en portugués como en castellano. Me siento partícipe de vuestra búsqueda de esa porción de portugal que no se delimitó cuando se trazó la raya. Ya sabes que soy de Alconchel que fué portugués, luego español, otra vez portugués... El castillo de miraflores lo mandó hacer el rey portugués Dionis (creo) Y otro rey portugués lo reconstruyó. En mi pueblo hay muchas raíces portuguesas. Trataré de escribiros aquí, con el poquito portugués que domino. Ya te dije que me iba a comprar un corrector y así loo hice, pero resultó que tengo la versión window
de 2007 y el corrector es de 2011, y no es compatible. Pero lo tengo que solucionar de una manera u otra. Desde Villeurbanne, francia, os mando a todos los que fracuentáis este culto foro un abrazo.
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olivenza, tierra luso-española
En mi libro:"La nacion Iberica: España y Portugal, una Federacion de Estados"apuesto por la futura Unidad Iberica. Una vez materializada propongo esto. Esta futura Federación ibérica, deberá fijar su Sede donde ejercerá la actividad política para el conjunto de la Federación.
Actualmente, España y Portugal, como Estados europeos, tienen centralizada la política nacional, en Madrid y Lisboa, respectivamente.
El elegir, una de estas dos ciudades, para el establecimiento de la Federación ibérica, originaría un conflicto en el seno de la Federación, puesto que ambas ciudades tienen las estructuras necesarias para albergar, estos órganos supremos de la estructura del Estado federal y Lisboa, aunque menos populosa, tiene comunicación mixta, tierra y mar, al contrario que Madrid con mayor demografía pero sin comunicación por mar.
Este dilema, se resolvería con la elección de una urbe carismática, que reavive la conciencia histórica de esta nación Ibérica, nacida por la voluntad de los ciudadanos de Iberia, con deseo de perpetuidad y firmeza.
Mérida, la antigua Emerita Augusta, capital de la Lusitania en la Hispania romana, bañada por el Guadiana, el río común de ambos pueblos, y que fue también una de las ciudades más brillantes en el Imperio Romano, e incluso en Al-Andalus, con la presencia musulmana en la península Ibérica, sería la más acertada elección.
Esa relevancia del pasado, se vuelto a recuperar constituyendo, hoy, un importante centro político, capital actual de la Comunidad Autónoma extremeña, así como un núcleo importante, en el aspecto económico, social y cultural.
Fdo: Julio Reyes Rubio "Al-Mayriti"
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Respuesta al mensaje, enviado el 10/04/2010 a las 10:30 por Julio Reyes Rubio:
De mi libro:"La España critica..... una Iberia posible"incluyo un epigrafe sobre la idea del Iberismo.
3-ANTECEDENTES HISTORICOS DEL IBERISMO
El proyecto de unidad nacional entre España y Portugal, designado como Iberismo, tiene ya una larga historia.
El año 1581, el rey FelipeII unificó bajo su persona a ambos reinos culminando el sueño de los Reyes Católicos de la unificación de la Hispania romana.
Sería en el año 1640, tras un motín en Lisboa el 1 de diciembre, dirigido por el caudillo popular...
Hombre, solo HOY, 14 de Junho de 2011, he visto tu mensaje! Comunicame novidades (y como adquirir el libro...) para carlosluna@iol. pt, o caedlu@gmail. com
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antecedentes históricos
Me adscribo a la demanda de mi amigo Carlos luna, a Julio Reyes, para que me diga también dónde puedo adquirir ese libro. Y de paso le mando un fuerte abrazo a toda la familia Da Cruz Luna. Justo Panduro.
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Respuesta al mensaje, enviado el 14/06/2011 a las 16:16 por Carlos Eduardo da Cruz Luna:
Hombre, solo HOY, 14 de Junho de 2011, he visto tu mensaje! Comunicame novidades (y como adquirir el libro...) para carlosluna@iol. pt, o caedlu@gmail. com
A la atencion de D. Carlos Eduardo da Cruz Luna
Muy Sr mio: He recibido su mensaje pero he estado ausente de Madrid desde el dia 10 de Junio y hoy, dia 16 de Junio es cuando inicio Internet.
El libro se titula:"LA NACION IBERICA: ESPAÑA Y PORTUGAL, UNA FEDERACION DE ESTADOS" y se lo puedo enviar por correo contra el reembolso de 12 Euros mas los gastos de envio. Mi direccion es: Julio Reyes Rubio C/Manuel de Falla Nº 18 Getafe-28905 (Madrid)-España. Envieme su direccion para enviarle el libro.
El libro recoge dos proyectos: uno inmediato que es la Union Iberica por la creacion de una Federacion de Estados constituida por España y Portugal y otro mediato con la futura constitucion de la Comunidad Iberica de Pueblos entre todos los pueblos del mundo de origen hispanico y lusitano. Saludos. Fdo: Julio Reyes Rubio
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España Y Portugal federación de estados
Señor Julio Reyes Rubio: Soy Justo Hernandez (Justo PANDURO) Y permítame que aprobechando su E mail de contestación a Carlos Luna, le pida que me mande su libro a J: Hernandez - Avenida de la Vila de Madrid nº 13 Blanes - Girona (Desde el 25 de junio al el 15 de septiembre) O si es más tarde, a J. Hernandez - 45 rue des Bienvenus -69100 Villeurbanne. France. Creo que sería más fácil que incluyento los gastos de envío, me diga cuánto le tengo que mandar, y lo haré por giro de la Caixa a una de sus cuentas si tiene a bien indicármela: Estaré en Blanes Gerona, a partir del 25 de Junio y si entre tanto usted me contesta, podré hacerle el envío. Por si hay algún problema le doy mi teléfono
00 33 664 23 30 26.
Atentamente: Justo Hernandez.
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Saludos para OLIVENZA desde SANTA MARIA RIBARREDONDA de todos los vecinos y Daniel Alonso C.
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la mili en la vi region militar pais vasco
Para todos los amigos y compañeros que pasaron por ARACA VITORIA y posteriores destinos. Para todos aquellos que estuvieron un tiempo fuera de casa recordando amigos y familiares, pero que por suerte pudimos hacer otros nuevos amigos que con el tiempo se perdieron y queremos recuperar, no nos hemos olvidao de ellos. Pues esta pagina es para encontrar a nuestros antiguos compañeros, recordar aquellos tiempos las ciudades o pueblos donde estuvimos y todo lo que pasamos junto. Recordar tambienel sitio EL PAIS VASCO un lugar que nos traera recuerdos. Buenos amigos en nuestras manos esta que esto salga adelante, volver a tener contacto con nuestros antiguos compañeros Un saludo. http://Cir 11 d. mateos. com.
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