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Mensajes de OLIVENZA
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1) O MEU ARTIGO:
UM ESTRONDOSO ÊXITO, A JORNADA DO PORTUGUÊS DE OLIVENÇA DO DIA 28 DE FEVEREIRO DE 2009
O dia amanheceu sem nuvens significativas. O Sol pareceu querer saudar o evento. E não
era para menos!
Neste dia 28 de Fevereiro de 2009, e pela primeira vez desde 1801, a Língua Portuguesa
manifestava-se livremente em Olivença. Mais do que isso, com a "cobertura" das
autoridades espanholas máximas a nível local e regional. E, talvez ainda (!) mais
importante do que tudo isso, graças à iniciativa, ao esforço, à coragem de uma associação
oliventina, a Além-Guadiana.
Não por acaso, jornais e televisões estavam representados. E talvez por acaso, pois
outra razão seria insustentável, não estavam órgãos de comunicação portugueses,
empenhados com outras realidades informativas. De facto, decorria o Congresso do Partido
do Governo em Lisboa.
A Jornada do Português Oliventino decorreu na Capela do vetusto Convento português de
São João de Deus. Num clima de alguma emoção. Estava-se a fazer História... e quase 200
pessoas foram testemunhas disso, entre as quais o arqueólogo Cláudio Torres, o "herói" do
mirandês Amadeu Ferreira, e... bem... fiquemos por aqui!
Falou primeiro o Presidente da Junta da Extremadura espanhola, Guillermo Fernández
Vara. Curiosamente, um oliventino. Foi comovente ouvi-lo confessar que, na sua casa
paterna, o Português era a língua dos afectos. Uma herança que ele ainda conserva, apesar
de já ser bem crescidinho... e Presidente duma região espanhola.
De certa forma, estava dado o mote. O Presidente da Câmara de Olivença, Manuel Cayado,
falou em seguida, realçando o amor pela língua portuguesa, e acentuando o papel de
Olivença como ponto de encontro entre as culturas de Portugal e Espanha.
Joaquín Fuentes Becerra, presidente da Associação, fez então uma breve intervenção, em
que se destacou a insistência no aspecto cultural da Jornada.
Juan Carrasco González, um conhecido catedrático, falou das localidades extremenhas,
quase todas fronteiriças, onde se fala português, com destaque para Olivença, e defendeu
que tal característica se deveria conservar.
Usou depois da palavra Eduardo Ruíz Viéytez, director do Instituto dos Direitos
Humanos e Consultor do Conselho da Europa, vindo de Navarra, embora nascido no País
Basco, que defendeu as línguas
minoritárias e explicitou a política do Conselho da Europa em relação às mesmas. Informou
a assistência sobre o ocorrido com o Português de Olivença. De facto, o Conselho da
Europa já havia pedido informações ao Estado Espanhol sobre este desde 2005, sem que
Madrid desse resposta. Em 2008, graças à Associação Além-Guadiana, fora possível conhecer
detalhes, com base nos quais o Conselho fizera recomendações críticas.
Seguiu-se Lígia Freire Borges, do Instituto Camões, que destacou o papel da Língua
Portuguesa no mundo, com assinalável ênfase e convicção. Tal discurso foi extremamente
importante, já que, tradicionalmente, em Olivença, se procurava (e ainda há quem procure)
menorizar o Português face ao "poderio planetário" do espanhol/castelhano.
Uma pequena mesa redonda antecedeu o Almoço. Foi a vez de ouvir a voz de alguns
oliventinos, em Português, bem alentejano no vocabulário e no sotaque, em intervenções
comoventes, em que não faltaram críticas e denúncias de situações de repressão
linguística não muito longe no tempo.
À tarde, falaram Domingo Frade Gaspar (pela fala galega, nascido na raia extremenha) e
José Gargallo Gil (de Valência, a leccionar em Barcelona), ambos
professores universitários, que continuaram a elogiar políticas de recuperação e
conservação de línguas minoritárias. O segundo fez mesmo o elogio da existência de
fronteiras e do de seu estatuto de lugar de encontro e de compreensão de culturas
diferentes, embora não como barreiras intransponíveis.
Seguiu-se Manuela Barros Ferreira, da Universidade de Lisboa, que relatou a
experiência significativa de recuperação, quase milagrosa, do Mirandês, a partir de uma
muito pequena comunidade de falantes, convencidos, afinal erradamente, de que aquela
língua tinha chegado ao
fim. O exemplo foi muito atentamente escutado pelos membros do Além-Guadiana.
Falou finalmente o Presidente da Câmara Municipal de Barrancos, a propósito dos
projectos de salvaguardar o dialecto barranquenho e de o levar à "oficialização".
Queixou-se do estado de abandono em que se sentia o povo de Barrancos face a Lisboa.
No final, foi projectado um curto filme sobre o Português oliventino, realizado por
Mila Gritos. Nele surgiam
oliventinos a contar a história de cada um, sempre em Português, explicando os
preconceitos que rodeavam ainda o uso da Língua de Camões e contando histórias
pitorescas. A finalizar o "documentário", uma turma de jovens alunos de uma escola numa
aula de Português
pretendia mostrar para a câmara os caminhos do futuro.
Deu por encerrada a sessão Manuel de Jesus Sanchez Fernandez, da Associação
Além-Guadiana, que ironizou um bocado com as características alentejanas do Português de
Olivença, comparando-o com o pseudo superior Português de Lisboa.
A noite já tinha caído quando, e não sem muitos cumprimentos e alegres trocas de
impressões finais, os assistentes e os promotores da Jornada abandonaram o local. Com a
convicção de que tinham assistido a algo notável.
Estremoz, 28 de Fevereiro de 2009
Carlos Eduardo da Cruz Luna
___________________
2) O ARTIGO DO HISTORIADOR DO P. C. P.
OLIVENÇA DEFENDE PORTUGUÊS
(grande fotografia do Convento de São João de Deus em Olivença, com carros e pessoas à
sua porta)
ANTÓNIO MARTINS QUARESMA/HISTORIADOR
Conforme o «Alentejo Popular» noticiou no último número, realizou-se no passado 28 de
Fevereiro, em Olivença, um encontro, que teve por tema central o português oliventino,
isto é, o português alentejano ainda falado naquela cidade pela franja mais idosa da
população.
A organização deste Encontro deve-se à recentemente fundada associação oliventina Além
Guadiana, que, estatutariamente, persegue a revitalização das raízes culturais
portuguesas, em particular da língua. Esta Associação, dirigida por jovens, representa em
Olivença uma nova maneira de encarar a cultura tradicional, valorizando-a e combatendo o
preconceito que normalmente atinge as formas de cultura popular.
O Encontro foi apoiado pelas instituições locais e regionais espanholas, como o
"Ayuntamiento" de Olivença e a Junta de Extremadura, que aliás estiveram presentes
através do Presidente da Junta, o também oliventino Guillermo Fernández Vara, e pelo
"Alcalde" de Olivença, Manuel Cayado Rodríguez.
Recorde-se que em Olivença, antiga vila portuguesa desde o século XIII, anexada à
Espanha no princípio do século XIX, o português se falou maioritariamente, até há bem
pouco tempo. Hoje em dia, é falado apenas por uma minoria, mas os vestígios materiais da
presença portuguesa são numerosos e muito visíveis. A influência portuguesa é sentida
também nos «pormenores». A doçaria, por exemplo, onde sobressai um saboroso doce, que dá
pelo peculiar nome de técula-mécula, é familiar ao nosso gosto alentejano.
Nesta jornada estiveram presentes alguns linguistas, portugueses e espanhóis, cujas
comunicações se revestiram de alto nível. Eduardo Ruíz Viéytez fez ressaltar a ideia de
que a defesa das línguas minoritárias, como o POrtuguês oliventino, é também uma questão
de Direitos Humanos e uma preocupação do Conselho da Europa. Juan Carrasco González
explicou as variedades linguísticas da fronteira. Lígia Freire Borges falou no papel do
Instituto Camões. José Gargallo Gil dissertou sobre fronteiras e enclaves na Península.
Manuela Barros Ferreira trouxe o MIrandês, a língua minortitária de trás-os-Montes.
Manuel Jesus Sánchez Fernández focou as dificuldades do Português oliventino. Servando
Rodríguez Franco mostrou exemplos de alterações toponímicas em Olivença, resultantes da
interpretação castelhana do POrtuguês. Domingo Frades Gaspar discorreu sobre a língua do
vale do Eljas. António Tereno, o único responsável político português presente, explicou,
por sua vez, as vicissitudes por que tem passado o processo de «classificação» do
«barranquenho».
Um momento especial foi a intervenção de José António Meia-Canada (querem apelido mais
alentejano?), natural de Olivença, que, na sua língua materna, deu genuíno testemunho do
Português oliventino.
Por fim, foi projectado um projectado um documentário sobre o Português de Olivença,
realizado a propósito. Após a projecção, com a noite já entrada, a Jornada terminou, no
meio de geral satisfação, pelo seu êxito e pela geral convicção de que se estão a
realizar acções profícuas no sentido da defesa do Português oliventino.
Uma palavra ainda sobre a Associação Além Guadiana. Ela tem o seu sítio na "net", onde
se podem encontrar notícias sobre as actividades que desenvolvem, para além de diversas
informações com interesse. Basta procurar no Google, ou ir directamente aos endereços
"http://wwwq. alemguadiana. com" e "http://alemguadiana. blogs. sapo. pt/". O Presidente da
Direcção é Joaquim Fuentes Becerra. Os restantes mebros são Raquel Sandes Antúnez,
conhecida de todos os que gostam de boa música e do grupo oliventino Acetre, Felipe
Fuentes Becerra, Fernando Píriz Almeida, Manuel Jesús Sanchez Fernández, Eduardo Naharro
Macías-Machado, Maria Rosa Álvarez Rebollo, José António González Carrillo, António
Cayado Rodríguez e Olga Gómez.
À laia de apelo, deixamos aqui uma nota final, dirigida especialmente às entidades
portuguesas responsáveis pela política cultural, para que, à semelhança do que fazem os
nossos amigos oliventinos, também em Portugal se preste atenção ao Português alentejano
de Olivença.
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OLIVENÇA, MAIS UMA VEZ, FALADA NA IMPRENSA BRITÂNICA (13-Março-2009)
UM TEXTO DE 13 MARÇO 2009, TADUZIDO
Data: Sat, 14 Mar 2009 15:00:10 +0000 [15:00:10 WET]
De: carlosluna@iol. pt
"TELEGRAPH" (blog), 13-Março-2009 (TRADUÇÃO E ORIGINAL)
Data: Sat, 14 Mar 2009 13:33:44 +0000 [13:33:44 WET]
De: carlosluna@iol. pt
Para: olivenca@yahoogrupos. com. br
BLOG "TELEGRAPH. CO. UK" 13-Março-2009
«SE A ESPANHA QUER GIBRALTAR, QUANDO PLANEIA (TENCIONA) DESISTIR DE (ABANDONAR) OLIVENÇA?
Daniel Hanan
http://blogs. telegraph. co. uk/daniel_hannan/blog/2009/03/ 13/if_spain_wants_gibraltar...
E se tivesse sido de outra maneira[ao contrário]? E se a Espanha tivesse tomado [se
tivesse "servido"] um pedaço de território de alguém, forçado a nação derrotada a cedê-lo
num tratado subsequente, e o mantivesse ligado a si? Comportar-se-ia Madrid como quer que
a Grã-Bretanha se comporte em relação a Gibraltar? ("Ni pensarlo!")
Como é que eu posso estar tão certo disso? Exactamente porque existe um caso assim. Em
1801, a França e a Espanha, então aliadas, excigiram que Portugal abandonasse a sua
amizade tradicional com a Inglaterra e fechasse os seus portos aos navios britânicos. Os
portugueses recusaram firmemente, na sequência do que Bonaparte e os seus"confederados"
espanhóis marcharam sobre o pequeno reino. Portugal foi vencido, e, pelo Tratdo de
Badajoz, obrigado a abandonar a cidade de Olivença, na margem esquerda do Guadiana.
Quando "Boney" (Bonaparte) foi finalmente vencido, as Potências europeias reuniram-se
no Congresso de Viena de Áustria para estabeldecer um mapa lógico das fronteiras
europeias. O Tratado daí saído exigiu um regresso à fronteira hispano-portuguesa (ou, se
se preferir, Luso-espanhola) anterior a 1801. A Espanha, após alguma hesitação,
finalmente assinou o mesmo em 1817. Mas nada fez para devolver Olivença. Pelo contrário,
trabalhou arduamente para extripar a cultura portuguesa na região, primeiro proibindo o
ensini do Português, depois banindo abertamente o uso da língua.
Portugal nunca deixou de reclamar Olivença, apesar de não se ter movimentado para
forçar esse resultado (a devolução) (ameaçou hipoteticamente com a ideia de arrebatar
[ocupar] a cidade durante a Guerra Civil de Espanha, mas finalmente recuou). Embora os
mapas portugueses continuem a mostrar uma fronteira por marcar [por traçar] em Olivença,
a disputa não tem sido colocada na ordem do dia no contexto das excelentes relações entre
Lisboa e Madrid.
Agora vamos analisar os paralelismos com Gibraltar. Gibraltar foi cedida à
Grã-Bretanha pelo Tratdo de Utrecht (1713), tal como Olivença foi cedida à Espanha pelo
Tratado de Badajoz (1801). Em ambos os casos, o país derrotado pode reclamar com razões
que assinou (qualquer dos tratados) debaixo de coacção, mas é isto que acontece sempre em
acordos de paz.
A Espanha protesta que algumas das disposições do Tratdo de Utrecht foram violadas;
que a Grã-Bretanha expandiu a fronteira para além do que fora estipulado primitivamente;
que implementou uma legiislação de auto-determinação local em Gibraltar que abertamente é
incompatível com a jurisdição britânica especificada pelo Tratdo; e (ainda que este
aspecto seja raramente citado) que fracassou por não conseguir evitar a instalação de
Judeus e Muçulmanos no Rochedo. Com quanta muito mais força pode Portugal argumentar que
o Tratado de Badajoz foi "extinto". Foi anulado em 1807 quando, em violação do que nele
se estipulava, as tropas francesas e espanholas marcharam por Portugal adentro na Guerra
Peninsular. Alguns anos mais tarde, foi "suplantado" (ultrapassado) pelo Tratado de Viena.
Certamante, a Espanha pode razoavelmente objectar que, apesar dos pequenos detalhes
legais, a população de Olivença é leal à Coroa Espanhola. Ainda que o problema nunca
tenha passado pelo "teste" de um referendo, parece com certeza que a maioria doa
residenteas se sentem felizes como estão. A língua portuguesa quase morreu exceto entre
os mais velhos. A cidade (Olivenza em espanhol) é a sede de um dos mais importantes
festrivais tauromáquicos da época, atrai raças (de touros?) e "matadores" muito para além
dos sonhos de qualquer "pueblo" de tamanho similar. A lei portuguesa significaria o fim
da Tourada de estilo espanhol, e um regresso à iobscuridade provincial (provinciana).
Tenho a certeza que os meus leitores entendem aonde tudo isto vai levar. Este "blog"
sempre fez da causa da auto-determinação a sua própria causa. A reclasmação de direito a
Olivença (e Ceuta e Melilla), por parte de Espanha, assenta no argumento básico
(rudimentar) de que as populações lá residentes querem ser espanholas. Mas o mesmo
princípio certamente se aplica a Gibraltar, cujos habitantes, em 2002, votaram (17 900
votos contra 187!) no sentido de permanecer debaixo de soberania britânica.
A Grã-Bretanha, a propósito, tem todo o direito a estabelecer conexões entre os dois
litígios (Olivença e Gibraltar). A única razão por que os portugueses perderam Olivença
foi porque honraram os termos da sua aliança connosco (britânicos). Eles são os nossos
mais antigos e confiáveis aliados, tendo lutado ao nosso lado durante 700 anos - mais
recentemente, com custos terríveis, quando entraram na Primeira Guerra Mundial por causa
da nossa segunrança. O nosso Tratado de aliança e amizade de 1810 explicitamente
compromete a Grã-Bretamha no sentido de "trabalhar" para a devolução de Olivença a
Portugal.
A minha verdadeira intenção, todavia, é a de defender que estes problemas não devem
prejudicar as boas relações entre os "litigiantes" rivais. Enquanto Portugal não mostra
intenção de renunciar à sua reclamação formal (legal) em relação a Olivença, aceita que,
enquanto as populações locais quiserem permanecer espanholas, não há forma de colocar o
tema na ordem do dia. Não será muito de esperar que a Espanha tome um atitude semelhante
vis-a-vis" Gibraltar.
Uma vez que este texto certamente atrairá alguns comentários algo excêntricos de
espanhóis, devo clarificar previamente, para que fique registado, que não é provável que
estes encontrem facilmente um hispanófilo mais convicto de que eu. Eu gosto de tudo o que
respeita o vosso país: o seu povo, os seus festivais (festas), a sua cozinha, a sua
música, a sua literatura, a sua "fiesta nacional". Amanhã à noite, encontrar-me-ão no
"Sadler´s Wells", elevado até um lugar mais nobre e mais sublime pela voz de Estrlla
Morente. Acreditem em mim, "señores", nada tenho de pessoal contra vós: o problema é que
não podem pretender defender dois pesos e duas medidas (não se pode ter as duas: Olivença
e Gibraltar).
FIM [38 comentários]
http://blogs. telegraph. co. uk/daniel_hannan/blog/2009/03/ 13/if_spain_wants_gibraltar...
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OLIVENÇA NA IMPRENSA BRITÂNICA, 13-Março-2009 (original em Inglês)
"TELEGRAPH" (blog), 13 de Março de 2009
If Spain wants Gibraltar, when it it planning to give up Olivença?
If Spain wants Gibraltar, when it it planning to give up Olivença?
Posted By: Daniel Hannan at Mar 13, 2009 at 00:12:21 [General]
Posted in:
Tags: View More Anglo-Portuguese alliance, Bullfighting, national self-determination,
Olivença, Olivenza, portugal, Treaty of Badajoz
What if it had been the other way around? What if Spain had helped itself to a slice of
someone else's territory, forced the defeated nation to cede it in a subsequent treaty,
and hung on to it? Would Madrid behave as it wants Britain to behave over Gibraltar? ¡Ni
pensarlo!
How can I be so sure? Because there is precisely such a case. In 1801, France and Spain,
then allies, demanded that Portugal abandon her ancient friendship with England and close
her ports to British ships. The Portuguese staunchly refused, whereupon Bonaparte and his
Spanish confederates marched on the little kingdom. Portugal was overrun and, by the
Treaty of Badajoz, forced to give up the town of Olivença, on the left bank of the
Guadiana.
When Boney was eventually defeated, the European powers met at the Congress of Vienna to
produce a comprehensive settlement of Europe's borders. The ensuing treaty urged a return
to the pre-1801 Hispano-Portuguese (or, if you prefer, Luso-Spanish) frontier. Spain,
after some hesitation, eventually signed up in 1817. But it made no move to return
Olivença. On the contrary, it worked vigorously to extirpate Portuguese culture in the
province, first prohibiting teaching in Portuguese, then banning the language outright.
Portugal has never dropped its claim to Olivença, though it has made no move to force the
issue (it toyed with the idea of snatching the town during the Spanish Civil War, but
eventually backed off). Although Portuguese maps continue to show an undemarcated
frontier at Olivença, the dispute has not been allowed to stand in the way of excellent
relations between Lisbon and Madrid.
Now let's consider the parallels with Gib. Gibraltar was ceded to Great Britain by the
Treaty of Utrecht (1713), just as Olivença was ceded to Spain by the Treaty of Badajoz
(1801). In both cases, the defeated power might reasonably claim that it signed under
duress, but this is what happens in all peace settlements.
Spain complains that some of the provisions of the Treaty of Utrecht have been violated:
that Britain has extended the frontier beyond that originally laid down; that it has
bestowed a measure of self-government on Gibraltar incompatible with the outright British
jurisdiction specified by the Treaty; and (although this point is rarely pressed) that it
has failed to prevent Jewish and Muslim settlement on the Rock. With how much more force,
though, might Portugal argue that the Treaty of Badajoz has been abrogated. It was
annulled in 1807 when, in violation of its terms, French and Spanish troops marched on
Portugal in the Peninsular War. A few years later, it was superseded by the Treaty of
Vienna.
Of course, the Spanish might reasonably retort that, whatever the legal niceties, the
population of Olivença is loyal to the Spanish Crown. While the issue has never been
tested in a referendum, it certainly seems that most residents are happy as they are. The
Portuguese language has all but died out except among the very elderly. The town
(Olivenza in Spanish) hosts one of the most important bullfighting ferias of the season,
attracting breeds and matadors beyond the dreams of any similarly sized pueblo.
Portuguese rule would mean an end to Spanish-style bullfighting, and a return to
provincial obscurity.
I'm sure you can see where this is going. This blog has always made the cause of national
self-determination its own cause. Spain's claim to Olivença (and Ceuta and Melilla) rests
on the knock-down argument that the people living there want to be Spanish. But the same
principle surely applies to Gibraltar, whose inhabitants, in 2002, voted by 17,900 to 187
to remain under British sovereignty.
Britain, by the way, has every right to link the two issues. The only reason the
Portuguese lost Olivença is that they were honouring the terms of their league with us.
They are our oldest and most reliable allies, having fought alongside us for 700 years -
most recently, and at terrible cost, when they joined the First World War for our sake.
Our 1810 treaty of alliance and friendship explicitly commits Britain to work for the
restoration of Olivença to Portugal.
My real point, though, is that these issues ought not to prejudice good relations between
the rival claimants. While Portugal has no intention of renouncing its formal claim to
Olivença, it accepts that, as long as the people there want to remain Spanish, there is
no point in pushing the issue. It is surely not too much to expect Spain to take a
similar line vis-à-vis Gibraltar.
Since this post is likely to attract some crotchety comments from Spaniards, I ought to
place on the record that you're not likely to find a more convinced Hispanophile than me.
I like everything about your country: its people, its festivals, its cuisine, its music,
its literature, its fiesta nacional. Tomorrow night, you will find me in Sadler's Wells,
transported to a nobler and more sublime place by the voice of Estrella Morente. Believe
me, señores, it's nothing personal: it's just that you can't have it both ways.
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12
La imagen de la Virgen de Finibus Terrae, (donde finaliza la tierra, más o menos), está en la iglesia de su mismo nombre en Almendral (Badajoz).
Es una imagen negra, igual que otras muchas que hay por todo el territorio peninsular y en el resto de Europa.
De memoria, ahora mismo, me acuerdo de la Virgen de Regla, de la de Montserrat, de la de Guadalupe (todas en España). Todas tienen las mismas medidas aproximadamente, también los mismo rasgos y todas sujetan un niño sobre su pecho, no en el regazo. En la diestra extendida sostienen una bola.
hay muchas versiones sobre estas imágenes, hay quien dice que fueron traídas a Europa por Los pobres caballeros de Cristo (Templarios) y que representa a Isis, la madre, la tierra.
Si alguien lee esto y tiene más información al respecto, sería de agradecer por mi y por muchos otros, creyentes o no, que lo expusiera, porque su fotografía está colgada en la página de ese pueblo y hay mucha gente votando en contra para que el sistema informático la borre.
Gracias.
Salud.
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Buenos dias Piri, me gusta lo que escribes, es tuyo o lo has copiado de alguien.
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Ayer te decía mocita, que había estado por los cielos de La Raya brincando de nido de águila en nido de águila como aquél que se come unos churros calientes a las cinco de la madrugada. Esos nidos, ahora ya, sólo sirven para que desocupados aburridos como yo, recreemos la vista ante la inmensidad de unos paisajes que, entre otras cosas, nos da una idea muy aproximada de la insignificancia de nosotros mismos, vulgares bípedos con menos cerebro que un mosquito trompetero; suponiendo que estos bichitos lo tengan más pequeño, cosa que dudo si comparamos la relación entre masa corporal y el músculo citado en ambos animales, pero bueno, dejando a un lado estas metafísicas elucubraciones en la que puede que saliéramos perdiendo, el caso es, que desde el azul celeste no vi en ningún momento que hubiera una raya que separase nuestra nación de naciones o, nuestro reino de reinos, de la nación o reino portugués. Si que vi, que en una amplia franja de terreno, como enfrentadas las unas a las otras, una sucesión de sólidas edificaciones construidas en los más inaccesibles picachos, que parecían desafiarse mutuamente y que, seguramente, en un tiempo que ya hace mucho que pasó sirvió a sus constructores y moradores para salvaguardarse de las acometidas de unos y otros.
Hoy precisamente, que nuestros hermanos los del otro lado del río Anas en nuestro caso, están metiendo unos papelines en unas supuestas transparente urnas para elegir a quienes han de manejar su barca y controlar sus caudales en el próximo cuatrienio, me viene al tarro, una vez más, que si esta península en la que sobrevivimos todos juntos aunque no revueltos formase un sólo núcleo; puede ser que nos fuese mejor a todos. Sería algo así como la confederación de reinos ibéricos y, a su conjunto le podríamos llamar eso, Iberia, sin que cada una de las partes de las que está compuesta perdiese ni su lengua, ni su carácter ni su identidad. Ya sé que es otra utopía, pero hay casi un tercio de los habitantes de las Españas y un cuarenta por ciento de los de Portugal, que piensan que ese es el mejor camino, entre otras cosas, para que la candidata Manuela Ferreira Leite,
la candidata conservadora que hoy litiga para hacerse con el poder contra el candidato socialista, no diga cosas como “ No me gustan los españoles metidos en la política portuguesa... ¡Portugal no es una provincia española” y todo, porque está en contra de que se lleve a buen término el proyecto de unir Lisboa con Vigo y, Madrid con Lisboa, mediante un tren de alta velocidad que, entre otras ventajas, facilitaría el movimiento de personas y mercancías desde la cosmopolita y atlántica capital lusa con el resto de Europa. Pero no, se le nota que es de las que les gusta más el aislamiento y la seguridad que a los intereses que ella defiende, le proporciona la inamovilidad de sus paisanos y, por lo tanto, hace y piensa igual que aquellos constructores de fortificaciones en atalayas aparentemente inexpugnables, desde donde sometían impunemente a sus vasallos.
Este pensamiento, a una escala más pequeña, es el mismo de esos extremeños de este lado del río que están en contra de la construcción de una vía rápida entre Cáceres y Badajoz, y en fin, de todo lo que signifique progreso pues, saben que ese es su talón de Aquiles.
Para que lo veamos más claro, y tomando como ejemplo una población chiquinina, Almendral por ejemplo, donde se puede apreciar de una ojeada el bajonazo moral y económico en que está cayendo, una vez que individuos coaligados en defensa única de sus intereses personales y a quienes les importa una higa las personas y los intereses comunes. Paso atrás que, van a defender con uñas y dientes, usando todos los elementos que estén a su alcance, desde la descalificación más grosera, hasta los más soeces insultos, y para ello, se vale de unos títeres que pasan con toda facilidad desde el más rancio meatorio, a engrosar las huestes de los rojos más rojos que el rojerío jamás tuvo.
Difícil lo tiene nuestro oliventino Presi, señor Vara, si quiere hacer entrar en razón a tanto retrógrado disfrazado de varón sesudo, pero así lo han tenido todos los que un día empeñaron sus esfuerzos en hacer progresar la sociedad.
Salud.
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Las esterqueiras,
o esterqueras,
antes eran
depósitos de mierdas
amontonadas o no
pero expuestas al sol,
para que sus gases
al entrar en ebullición
transformara la materia,
y luego de la combustión
y esparcidas por los campos
en las cosechas provocaran,
su efecto benefactor.
Labra profundo,
echa basura
y cágate en los libros
de agricultura.
Decía, esta redondilla
escrita que había
en letras doradas,
góticas simuladas,
en aquella cerámica
que colgaba
insolente y descarada
tras la barra de un bar
de mi Carcundia natal.
Ya no cuadra,
porque los detritos
hoy, se alojan
para fermentar
tras el reluciente cristal
de cualquier entidad;
bancaria,
o de los del despacho climatizado
de don fulano de tal,
y tal....,
…. o fulana,
que para el caso es igual.
Esterquera,
es una palabra lusa
que usamos los de la Raya
cuando era el inodoro
un lujo, para ir a cagar
…. y mear;
al alcance sólo
de los hijos del marajá,
.... del lugar.
Pero es que existe la caca,
ha existido y existirá
y esté o no depurada;
aunque sea perfumada
y aunque sus efluvios
no hieran las pituitarias
de nuestro apéndice nasal
…. ya incapaz,
por adaptación no natural
a soportar un hedor
que en vez de benefactor,
si algo produce,
son nauseas.
Y que te quede bien claro
moza recia,
en tu cerebro preclaro
recia moza,
que este es tsunami que arrecía,
…. y con viento huracanado.
Salud.
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receta de los bollos de tomatú
Hola amigos, soy un aficionado a la reposteria de Extremadura así como a la Manchega, ya que soy manchego, hace un tiempo me hablaron de los bollos de tomatú, tipicos de la ciudad de Olivenza, por cierto fué una tia mia que es nacida en esta ciudad, y ella fué quien me hablo de ellos. El caso es que quisiera poder hacerlos yo, ya que vivo en Castellón y me es del todo imposible el saber como son y mucho menos como se hacen.
Quisiera a ser posible por parte de algún Oliventino, me pudierais dar dicha receta y como hacerlos, para así poderlos degustar aquí, os estaria eternamente agradecidos. Gracias de antemano.
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(O LANÇAMENTO DE UM LIVRO) (Março-2010)
UM TRABALHO EXTRAORDINÁRIO LANÇADO NUMA JÓIA (NO LANÇAMENTO DE UM LIVRO)
Lançar um livro. Um acto sempre importante. Algo corriqueiro, também. Mas... quase
nunca vulgar.
E depois... há livros e livros. Há ambientes mais ou menos significativos. Alguns são
esmagadores.
A Capela da Santa Casa da Misericórdia de Olivença é um destes ambientes. Esmagador.
Duma enorme beleza. E incompreensível para quem não sabe um pouco de História.
Os azulejos, portugueses, azuis e brancos, forma maravilhosos painéis. As talhas,
alguma indo-portuguesas, deixam-nos deslumbrados. As imagens religiosas, nomeadamente a
do altar principal, são de uma grande riqueza.
É o dia 12 de Março de 2010. Vai-se lançar um livro, e a Capela está quase cheia.
Falam vários oradores, acabando por usar da palavra o autor do livro, José António
González Carrillo. O Título da obra é, por si só, um manifesto. "Herança Portuguesa nas
Confrarias de Olivença". Inúmeras fotografias, organizadas artisticamente, como só este
autor sabe fazer (recordemos outros título: "Saudade"; "Olivença Oculta").
Basta-me citar trechos da comunicação do oliventino mestre da imagem e da câmara. Fica
tudo dito.
«Real "Arquiconfraria" de Nosso Senhor Jesus dos Passos e Irmandade de Nossa Senhora
da Misericórdia, sois testemunho vivo do esforço de muitas gerações de oliventinos que
tal como vós encontraram na Paixão um modo de vida e um desvelo para melhorar à vossa
maneira a cultura popular que faz de nós indiscutivelmente "algo" de único. Obrigado,
sinceramente, a todos vós. (...)É necessária a consciencialização, procurar, na
identidade do passado, as marcas que
nos façam sentir orgulhosos da nossa herança, dos nossos cultos, das nossas festas. (...)
decidi retratar-te, colocar as minhas recordações de criança em paz comigo mesmo, dar
ordem aos meus pensamentos e relatar o porquê de seres diferente de qualquer lugar, e
assim ter uma desculpa para imortalizar as largas estradas da nossa memória. (...) Foram
centenas de fotografias que tirei de cada instante, de cada rua, de cada tonalidade
avermelhada do entardecer que acompanha os nossos rituais religiosos mais
profundos. (...) Tentando criar um trabalho intemporal, cheia de contrastes, mas com o
intenso aroma luso que ainda se pode apreciar nas ruas de "estação" de penitência. Só
temos de visitar qualquer localidade irmanada culturalmente a Olivença. como o Redondo,
Monforte, ou Veiros... para encontrar nelas as mesmas características culturais que
respiramos nos "grupos" mencionados no livro.
Só olhando para o nosso passado encontraremos a identidade que todo o oliventino sente
no seu coração. (...)"A Pátria de cada um de nós é a nossa própria infância" (...)».
Melhor do que eu alguma vez o poderia fazer, o autor explicou a sua obra e os seus
sentimentos!
Estremoz, 14 de Março de 2010
Carlos Eduardo da Cruz Luna
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Respuesta al mensaje, enviado el 12/02/2009 a las 23:11 por Carlos Eduardo da Cruz Luna:
PROGRAMA JORNADAS SOBRE O PORTUGUÊS OLIVENTINO; PROGRAMA BILINGUE
PROGRAMA JORNADAS SOBRE O PORTUGUÊS OLIVENTINO; PROGRAMA BILINGUE
Data: Wed, 11 Feb 2009 15:59:14 +0000 [15:59:14 WET]
De: carlosluna@iol. pt
Para: PROGRAMA BILINGUE
Jornada sobre el Portugués Oliventino
Sábado, 28 de fevereiro de 2009
09:30 h. Inscripción de participantes y entrega de documentación
10:00 h. Inauguración
· Guillermo Fernández Vara. Presidente de la Junta de Extremadura
· Manuel Cayado Rodríguez....
De mi libro:"La España critica..... una Iberia posible"incluyo un epigrafe sobre la idea del Iberismo.
3-ANTECEDENTES HISTORICOS DEL IBERISMO
El proyecto de unidad nacional entre España y Portugal, designado como Iberismo, tiene ya una larga historia.
El año 1581, el rey FelipeII unificó bajo su persona a ambos reinos culminando el sueño de los Reyes Católicos de la unificación de la Hispania romana.
Sería en el año 1640, tras un motín en Lisboa el 1 de diciembre, dirigido por el caudillo popular Pinto Ribeiro, quien da la señal y estalla la revolución, proclamando rey, al Duque de Braganza con el nombre de Juan IV, quien inmediatamente cuenta con la alianza de Holanda, Inglaterra y Francia.
Los portugueses, una vez comprobado que la unión a España, no servía como habían pensado bajo el rey Felipe II, para garantizar la seguridad de su Imperio colonial, cundió un malestar en el reino, siendo el origen de la separación definitiva de España.
En los siglos XVI y XVII, la idea de la Unión Ibérica, obedecía a ambiciones territoriales y planes de anexión de reinos, caprichos de príncipes y reyes, sin objetivos mediatos de un destino común, sin contar con el sentir de los pueblos, ni con la creación de una conciencia nacional, capaz de consumar tal unión.
No obstante, el sueño de la unidad ibérica no era causal y se fundamentaba no sólo en la continuidad geográfica de los reinos, sino en la unidad cultural, por el legado cultural transmitido de Roma a Hispania.
Las alianzas internacionales de España y Portugal en el siglo XVIII con Francia e Inglaterra respectivamente, apagaron el deseo de unificar ambos Estados, reinantes en ambos Estados.
Iniciado el siglo XIX, el sueño volvió a aparecer coincidiendo con la desintegración de los imperios de España y Portugal.
Tras las guerras napoleónicas, y con la implantación del liberalismo en ambos reinos ibéricos, absolutistas y liberales propusieron la Unidad Ibérica.
Durante la revolución del 1848 en Francia, se creó el Club Ibérico, desfilando en París, simpatizantes residentes españoles y portugueses, portando la bandera tricolor, símbolo de Iberia.
Ya posteriormente, en el transcurso de la historia ha habido etapas de acercamiento entre los dos pueblos hermanos, por pactos de familia concertados por matrimonios entre las monarquías ibéricas reinantes, pero no han tenido un resultado positivo, por el recelo de Portugal, de ser anexionado por rival, España, a la fuerza, sin pacto previo y sin condiciones, que garantizase, la identidad nacional de ambos pueblos.
Ocurrió en el año 1869 con el triunfo de la Gloriosa, revolución liberal, que destronó la monarquía borbónica y también, en el año 1873, con la proclamación de la primera República española, en la que se constituyó la Asociación Hispano-Lusa. También fracasó, quizás por oposición de Francia e Inglaterra, o la propia inestabilidad política española.
A principios del siglo XX, tras la proclamación de la República portuguesa en octubre del 1910, el Iberismo fue objeto de una hispanofobia, aunque no se acallo. Sería el poeta Joan Maragall, con la colaboración de Cambo y Prat de la Riva, quienes introdujeron en Cataluña, el Iberismo, aunque quizás por motivos regionales, con el ideario político de Pi y Margalll, que soñaba con una Unidad Ibérica de Comunidades.
Idénticamente, en Galicia, Alfonso Castelao, defiende una unión peninsular.
En el régimen de Franco, ambos gobiernos, Portugal y España constituyeron, el Bloque Ibérico, donde se establece una coalición fraternal entre ambos países, con la firma del Tratado hispano portugués del 17 de marzo de 1939.
Posteriormente, se firmó con Portugal en 1940, el Protocolo adicional al Tratado del 1939, por el que ambas naciones se comprometían a salvaguardar la paz e inviolabilidad del territorio peninsular y organizaban un sistema de consulta mutua para el caso de que se considerase amenazada la seguridad e independencia de cada una de las dos naciones.
El pacto quedó sellado, con la visita oficial a España, del Jefe del Gobierno portugués y la de nuestro Ministro de Asuntos Exteriores a Lisboa.
Con ello, el Bloque Ibérico, reafirmaba su consistencia y creaba un poderoso obstáculo, para todo presagio, de una invasión peninsular.
Según encuestas, publicadas por diarios con prestigio de Medios de Comunicación Social, como el Semanario luso Sol, actualmente un 28% portugueses son partidarios de esta unión con España, y a la inversa, según sondeos de IPSOS en la Revista Tiempo, el 45,6% de los españoles encuestados, estaría a favor de la unión de España y Portugal. Así pues, actualmente el reto de “Una Iberia posible”, no es una idea vana y descabellada y si, un sueño de antaño, capaz de hacerlo realidad en la actualidad.
Fdo: Julio Reyes Rubio "Al-Mayriti"
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(Respuesta al anterior mensaje)
D. CARLOS EDUARDO DA CRUZ LUNA.
Le informo que en fecha proxima voy a editar el ensayo:"La nacion Iberica: España y Portugal, una Federacion de Estados"Tengo escrita la reseña del libro por Internet localicela y vea la informacion. Atentamente. Fdo: Julio Reyes Rubio "Al-Mayriti"
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(Respuesta al anterior mensaje)
De mi ensayo, del que soy autor:”La nación Iberica: España y Portugal, una Federación de Estados”recientemente finalizada y registrada, presento un proyecto, añejo e intentado en otras épocas históricas pero desafortunadamente no consumado hasta ahora, en referencia a la unión de dos pueblos ibéricos, España y Portugal. Ha llegado el momento del reencuentro de los dos Estados en una sola nación y alcanzar en el futuro la agrupación de todos los pueblos ibéricos dispersados por el mundo.
Empezare con informar de esta idea a los pueblos y ciudades españolas limítrofes de la frontera portuguesa para ilusionar y difundir con este sueño y sensibilizar a los ciudadanos que puede ser una realidad posible capaz de reunificar a la familia ibérica.
PROLOGO
El significado de una parte del título de esta obra –La nación Ibérica- es un ejemplo expresivo del caso, en que la parte, da nombre al todo.
¿Qué es en realidad, Iberia? Una península situada en el área meridional oeste de Europa que fue ocupada desde los tiempos más remotos de la antigüedad por varios pueblos, cuya nota peculiar era la diversidad. Lusitanos, galaicos, astures cantabros, vascones, iacetanos, celtiberos, arevacos, carpetanos, olcades, oretanos, vetones, vacceos, iberos, contestanos, edetanos, ilergentes, beticos, tartesios, todos estos pueblos, vivieron en esta tierra a la que los romanos llamaron Hispania y los antecesores, Spania punica y Hesperia griega.
A su vez esta península confiere la calidad de ibérico, todo lo que contiene. Son ibéricos, los macizos montañosos que abarcan desde la región cántabra, cruzan Aragón y atravesando Castilla llegan hasta la región levantina, así como también la fauna que la habita, lince, cabra de Gredos e incluso el cerdo.
Son ibéricos, sobre todo, los dos pueblos que la ocupan actualmente, España y Portugal.
La expresión de “Península Ibérica”, en uso abusivo, se amplifica aún más al llevarlo del terreno geográfico al político.
Hay que recurrir a la Historia para conocer que en el curso de los siglos, la Península Ibérica, sufrió las suertes más diversas: Roma mantuvo su hegemonía política durante seis siglos, en la Hispania romana; después de la destrucción del Imperio Romano de Occidente tras la invasión de los bárbaros, el godo Suintila, tras sus victorias contra los bizantinos se estableció, como primer Rex totius Spaniae; y luego la presencia musulmana en Al-Andalus, nombre de la España islámica, se prolongó durante ocho siglos mas.
Estas etapas históricas transcurridas durante tiempo, dieron a la Península Ibérica un sentido de unidad política, interrumpida por dos tristes momentos históricos, donde se fractura la unidad de sus pueblos y de una nación, naciendo dos Estados: España y Portugal.
El primero, condicionado a los usos y costumbres medievales al otorgar, Alfonso VI rey de León y de Castilla, a su hija Teresa, como dote, este territorio ibérico, en matrimonio en el caballero franco D. Enrique de Borgoña.
El segundo se produce cuando tras el reinado de Felipe II, artífice de la unidad entre los pueblos ibéricos y sus sucesores, Felipe III y Felipe IV, no pueden con la dura herencia y a ése no poder, se corresponde una progresiva relajación en la moral interna española que va como soltando amarras de responsabilidad, de criterios morales que van desbaratando su capacidad política, encharcando cada vez más su ímpetu y su voluntad y acción.
La propuesta de “nación Ibérica” debe ser justificada por motivos, no sólo geográficos, y si, en razones sólidas, que deben ser aceptadas y consagradas por su larga tradición.
Cabe preguntarse ¿Tenemos un mismo origen étnico?
La península comprendía en origen un grupo de pueblos que habitaban las diferentes regiones, siendo los pueblos mayoritarios, iberos de origen africano y celtas de origen europeo que se fusionaron y se constituyó el pueblo celtibero.
Asimismo nos preguntamos también ¿Tenemos las mismas creencias religiosas? Roma estableció el Cristianismo en la Península Ibérica, mantenido posteriormente por el Estado visigodo, siendo la presencia musulmana en Al-Andalus quien difundiría el mensaje del profeta Mahoma “la paz sea con Él”.
Posteriormente tras la conquista cristiana de la península Ibérica, los Reyes Católicos, para alcanzar su objetivo de unidad política religiosa en la fundación de España, obligaron a las minorías étnicas (judíos y musulmanes), a una conversión obligada o a la expulsión definitiva de sus reinos.
Así pues, además de tener un mismo origen étnico y creencias religiosas es necesario reflexionar sobre la siguiente pregunta ¿Cuál es el lazo que une a los pueblos ibéricos tan diversos en su origen y en realizaciones?
El pensador español D. José Ortega y Gasset define la nación en sentido dinámicamente, al considerar, que los grupos que forman una nación no conviven por estar juntos sino para hacer algo juntos.
Portugal y España tienen un proyecto universal y han forjado un destino común con dos objetivos que cumplir: unos inmediatos y otros mediatos.
Inmediatos, porque en este momento histórico han alcanzado una conciencia histórica, para fundirla en la creación de una nación única a la que se llamarán Iberia, constituida por la Federación de los dos únicos Estados que ocupan la Península Ibérica: España y Portugal.
Mediatos, como la creación de una Comunidad Ibérica de pueblos bañados por los océanos, Atlántico, Pacífico e Indico que tienen una identidad común, en su origen cultural y se expresan con el uso de unas lenguas (español y portugués) con las que se entienden más de 700 millones de almas con una historia común, y con un sentir propio en sus manifestaciones artísticas, culturales y literarias.
Asimismo el reconocimiento de la identidad oriental, presente en la personalidad de los pueblos, trasmitido a Iberia por el mundo islámico.
Será nuestro objetivo, fomentar más nuestros lazos fraternales con el mundo islámico y servir como árbitro o mediador para la consecución de la integración, armonía y cordialidad en las relaciones entre Oriente y Occidente.
Así pues, el concepto de la exaltación de “La nación ibérica: España y Portugal, una Federación de Estados” no es una idea vana y descabellada y si, un sueño de antaño, capaz de hacerla realidad en la actualidad.
Y evocando esta unión, citó un el pasaje de “Historia de los Reyes Godos” de San Isidoro de Sevilla.
“De todas las tierras, cuantas hay desde Occidente hasta la India, tú eres la más hermosa, oh sacra Hispánia, madre siempre feliz de príncipes y pueblos. Eres, con pleno derecho, la reina de todas las provincias, pues de ti reciben luz Oriente y Occidente. Tú, honra y prez de todo el orbe; tú, la porción más ilustre del globo”.
Julio Reyes Rubio “Al-Mayriti”
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Localizar grupo muchachos en 1974 en OLIVENZA
Estoy intentando localizar a un grupo de muchachos oliventinos que en 1974 eran estudiantes universitarios. En esa época tendría alrededor de 18 años. Actualmente tendrña alrededor 55 (más o menos). Mientras que en junio de 1974 cantaban sentados en un banco del paseo de Olivenza conocieron a tres chicas, dos de ellas eran oliventinas (Gabi y Mª Carmen) emigradas que volvían a su tierra para pasar unos días de vacaciones, El nombre de estos chicos: Luis Montero, Julio Núñez Delgado (vivía en la calle San Francisco), Isidro, Manuel Carapeto, Ana, Mª Carmen, Rosa...
Si alguien me puede dar información lo agradecería.
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amigos de la mili 87/5º
Hola, estoy buscando un vecino de vuestra localidad que se llama Blas Melendez Carvajal y sus datos que dispongo son de 1988 ya que hicimos la mili juntos, vivia en la avenida villareal (casa cuartel) y era hijo de un guardia civil, si alguien lo conoce o sabe algo de el, por favor decirle que lo estamos buscando sus compañeros de la mili y que se puede poner en contacto con nosotros al 607-396471 o en j. vgarcia@hotmail. es. Muchas gracias por vuestra colaboración.
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OLIVENÇA NA IMPRENSA ITALIANA (22-11-2010) (1 de 5
TRADUÇÃO DE CARLOS LUNA//REVISTA ITALIANA "LIMES", 22-Novembro-2010 (TRADUÇÃO)
OLIVENZA OU OLIVENÇA?
O DESTINO DE UMA LETRA
Por Roberta Sciamplicotti
(Roberta Sciamplicotti <robertasciamplicotti@tiscali. it>)
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No ano de 1801 a Espanha conquistou a cidade portuguesa (de Olivença) e a região
circundante. Portugal obtém a sua restituição no Congresso de Viena, mas os 453 Km. 2 em
disputa continuam espanhóis até hoje. Uma disputa geopolítica que volta a fazer soar
antigas rivalidades ibéricas.
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1. Pode a redescoberta das antigas raízes culturais contribuir para resolver um
contencioso geopolítico secular, ou, inversamente, arrisca-se a agudizá-lo? Um bom caso
de estudo sobre tal tipo de problema é Olivença, cidade que pertence a Espanha mas que é
reivindicada por Portugal, do qual Olivença - uma simples letra de diferença que encerra
todo um mundo - fez parte até ao início do século XIX.
Desde há cerca de dois anos (em 2008), um grupo de cidadãos oliventinos promoveu a
criação do "Além Guadiana"[1], uma associação sem fins lucrativos que procura promover a
cultura portuguesa na zona em disputa. A organização não se pronuncia sobre a questão da
soberania - como declarou Manuel Sénchez, um dos fundadores, "pela nossa sobrevivência,
devemos permanecer neutrais"[2] - mas lança propostas para recuperar (na proclamada
"cidade das duas culturas") a herança lusitana, incentivando a língua portuguesa e
propondo a sua adopção nas escolas, difundindo "menus" bilingues nos restaurantes e
organizando festivais culturais como "Lusofonias", mostra dedicada ao mundo português e
cuja primeira edição se realizou no passado dia 12 de Junho (2010). Particularmente
importante foi a iniciativa apresentada pela Associação em Maio no sentido de serem
adicionados ao nome espanhol das ruas de Olivença o antigo nome português, proposta
aprovada pela Câmara e aplicada até agora em 73 ruas e praças.
"Reivindicamos o aspecto mais importante: a cultura", afirmou o Presidente da
Associação, Joaquin Fuentes Becerra [3]. "Temos um Património monumental herdado dos
portugueses bem conservado, mas uma grande parte da cultura imaterial, sobretudo a
língua, está a desaparecer". "Não podemos ter duas culturas se uma destas não se pode
exprimir através das palavras. Devemos a Portugal a maior parte do que somos".
2. A cidade de Olivença torna-se portuguesa pela primeira vez em 1297, na sequência do
Tratado de Alcañices acordado entre o Rei D. Dinis de Portugal e o soberano castelhano
Fernando IV. No ano de 1337, durante a luta entre Portugal e
Castela, é ocupada por esta última, para voltar a ser portuguesa em 1389 (NOTA: HÁ AQUI
UM ERRO! Olivença foi ocupada entre 1337 e 1339, voltando a Portugal. Em 1383, como
outras praças, tomou o partido castelhano. FIM DA NOTA). Apesar de
numerosos ataques sofridos no decorrer dos séculos, e cidade verga-se a um assalto
espanhol em 1657. Mas em 1668 é restituída a Portugal [4].
Em 20 de Maio de 1801 Olivença é conquistada pelo exército espanhol na Guerra de
apenas duas semanas conhecida como "das Laranjas", por causa de alguns ramos de
laranjeira colhidos na região portuguesa de Elvas e enviados pelo Primeiro Ministro
espanhol Manuel Godoy aos soberanos de Espanha para provar os seus sucessos. Com o Tratado
de Badajoz (6 de Junho de 1801), Olivença torna-se espanhola; o preâmbulo e o Artigo IV
do texto previam todavia a anulação do acordo no caso de infracção da paz, eventualidade
que se verificou quando a Espanha, conjuntamente com a França e a coberto de um acordo
secreto, invade Portugal em 17 de Novembro de 1807.
Em 1814, a Paris, os estados vitoriosos nas guerras napoleónicas aceitaram considerar
nulos os tratados assinados sob pressão francesa, citando explicitamente o Tratado de
Badajoz. No ano seguinte, no parágrafo 105 [5] do Tratado elaborado no Congresso de Viena,
as potências europeias deram o seu aval às reivindicações portuguesas sobre Olivença e o
seu território. Não obstante a Espanha ter assinado o Tratado dois anos mais tarde, o
território oliventino - actualmente composto de Olivença, Táliga, São Francisco de
Olivença, São Rafael de Olivença, Vila Real, São Domingos de Gusmão, São Bento da
Contenda e São Jorge de Alor - continua a fazer parte da província espanhola da
Extremadura.
A língua lusitana, proibida em 1840 mesmo nas igrejas, já não se fala muito, mas
"muitos dos anciãos que jogam às cartas no "Hogar del Pensionista" discutem e soltam
exclamações, invectivas, num português perfeito"[6], e há muitos portugueses que vão
trabalhar para Olivença, sobretudo no sector da restauração e das construções; do ponto
de vista arquitectónico, por outro lado, a cidade proclama a herança lusitana em todos os
seus ângulos, a começar pela típica calçada formada por pequenas pedras brancas e negras
dispostas de modo a formar desenhos. Confirma-se, desta forma, a peculiaridade da cidade
de quase 11 000 habitantes, celebrada também em adágios famosos como aquele que recorda
que "as raparigas de Olivença não são como as outras, /porque são filhas de Espanha e
netas de Portugal. / Têm a doce beleza da mulher lusitana/ e a graça e o "brio" das
mulheres de Espanha"[7].
(CONTINUA)
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